Nacional
Governo ajusta novo modelo de concessões rodoviárias para leilões em 2026
Ministério dos Transportes finaliza mudanças regulatórias para ampliar a atratividade dos projetos; plano prevê 35 concessões rodoviárias em quatro anos
O governo federal está nos ajustes finais de um novo modelo de concessão de rodovias, com foco na ampliação da segurança jurídica, mitigação de riscos e aumento da atratividade para investidores privados. A reformulação integra uma estratégia mais ampla para recolocar os investimentos em infraestrutura de transportes como política de Estado, segundo o Ministério dos Transportes.
Entre os principais avanços do novo modelo estão a criação de mecanismos de mitigação de riscos, que buscam ampliar a base de investidores privados e reduzir incertezas associadas à execução dos contratos. Esses instrumentos se somam aos recursos públicos que serão direcionados à construção de um ambiente institucional e regulatório mais estável, com o objetivo de transformar a infraestrutura de transportes brasileira de forma robusta, sustentável e eficiente.
Segundo o Ministério dos Transportes, a estratégia também envolve a apresentação estruturada dessas oportunidades ao mercado, destacando o potencial dos empreendimentos rodoviários e a previsibilidade regulatória como fatores centrais para destravar investimentos de longo prazo no país.
De acordo com a pasta, o pipeline de concessões rodoviárias apresentado ao mercado nacional e internacional reúne 35 novos projetos, com previsão de R$ 396 bilhões em investimentos ao longo de quatro anos. A carteira inclui empreendimentos estratégicos em diferentes regiões do país e foi desenhada a partir do aprimoramento dos estudos técnicos, dos instrumentos regulatórios e da qualidade dos projetos.
Leilões ganham fôlego com apoio do BNDES
Como complemento a esse movimento, o governo federal planeja realizar 14 leilões de rodovias e oito de ferrovias em 2026, em um calendário que deve contar com forte apoio técnico e financeiro do BNDES. A atuação do banco tem sido decisiva na estruturação dos projetos, na modelagem econômico-financeira e na atração de investidores nacionais e estrangeiros.
A expectativa do governo é que a combinação entre o novo modelo regulatório, o reforço institucional e o cronograma robusto de leilões consolide um novo ciclo de investimentos em infraestrutura de transportes, com impacto direto na competitividade da economia, na geração de empregos e na melhoria da logística brasileira.