Nacional
Hidrovia do São Francisco deve movimentar R$ 5 mi em cargas no primeiro ano
Estimativa foi divulgada pela Codeba, dias após o governo federal autorizar estudos técnicos para a reativação
A reativação da Hidrovia do Rio São Francisco pode gerar até R$ 5 milhões em cargas movimentadas já no primeiro ano de funcionamento. A estimativa foi apresentada pela Autoridade Portuária da Bahia (Codeba) na semana passada, durante o INDEX Bahia 2025, em Salvador.
O anúncio ocorreu poucos dias depois de o Ministério de Portos e Aeroportos autorizar oficialmente a Codeba a iniciar estudos técnicos para viabilizar o projeto. A portaria foi assinada pelo ministro Silvio Costa Filho e publicada no Diário Oficial da União em 26 de agosto. Segundo a pasta, a expectativa é que a hidrovia alcance até 5 milhões de toneladas de cargas no primeiro ano de operação comercial, transportando produtos como grãos, fertilizantes, gesso agrícola, açúcar, café e sal.
“A reativação da Hidrovia do São Francisco vai fortalecer a economia local, promovendo um transporte mais eficiente, sustentável e integrado com outros modais”, afirmou o ministro Silvio Costa Filho.
Para o presidente da Codeba, Antonio Gobbo, a hidrovia vai gerar uma revolução na logística de cargas. “Temos novas expectativas de demanda que não estavam previstas até o ano passado. Inclusive, estamos trabalhando com a possibilidade de implantação de uma teia ferroviária para Aratu”, destacou.
O plano de reativação prevê a requalificação do trecho da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), ligando Juazeiro ao Porto de Aratu; a conexão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) em Bom Jesus da Lapa, através da ponte rodoferroviária sobre o Rio São Francisco; além da integração da Fiol com a FCA, criando ligação direta entre Jequié e o Porto de Aratu.
O Ministério de Portos e Aeroportos também anunciou a construção de 17 Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4) ao longo do percurso, seis delas já em fase de projeto.