terça-feira, 06 de outubro de 2026
Dolar Com.
Euro Com.
Libra Com.
Yuan Com.
BE News
  • Editorias
    • Nacional
    • Região Norte
    • Região Nordeste
    • Região Centro-Oeste
    • Região Sudeste
    • Região Sul
    • Internacional
    • Portugal
    • Expediente
  • Últimas Notícias
  • Colunas
    • HUB
    • BE Job
    • Mundo Corporativo
    • tecnologia & inovação
    • Espaço Abtra
    • Estilo BE
    • Vitrine
  • Opiniões
Olá,
Jornal BE News - Edição de Hoje

Região Nordeste

Investimentos no Oeste da Bahia superam R$ 3,3 bi e projetam safra recorde

Atualizado em: 24 de junho de 2026 às 16:20
Mariana Nerome Enviar e-mail para o Autor

Expectativa coincide com uma sequência de anúncios de investimentos que passam de R$ 3,3 bilhões nas áreas de energia, crédito rural, fertilizantes, infraestrutura e maquinário 

O Oeste da Bahia projeta para 2026 uma safra de 13,3 milhões de toneladas de cereais, oleaginosas e leguminosas, número 3,2% superior ao registrado em 2025, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado coincide com uma sequência de anúncios de investimentos que, somados, passam de R$ 3,3 bilhões nas áreas de energia, crédito rural, fertilizantes, infraestrutura e maquinário agrícola, parte deles revelados durante a Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães.

O quinto Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE aponta a soja como principal responsável pelo avanço da safra baiana, com produção estimada em 8,93 milhões de toneladas, crescimento de 3,8% sobre o ciclo anterior. A área plantada com a oleaginosa chega a 2,18 milhões de hectares no estado, enquanto o rendimento médio sobe para 4,1 toneladas por hectare, 2,1% acima da safra passada.

O milho segue a mesma trajetória de crescimento. As duas safras anuais somadas devem totalizar 2,80 milhões de toneladas, alta de 2,3% na comparação com o ciclo anterior, com a área plantada passando de 600 mil hectares para um patamar 5% maior. A primeira safra do cereal soma 2,09 milhões de toneladas, 8,1% acima do volume colhido em 2025, enquanto a segunda safra recua 11,5%, com expectativa de 714 mil toneladas.

O algodão, por sua vez, projeta 1,84 milhão de toneladas entre caroço e pluma, alta de 2,8% em relação a 2025, favorecida pelas condições climáticas durante o desenvolvimento das lavouras. A área plantada com a fibra soma 410 mil hectares, expansão de 2,5% sobre a safra anterior. Esses números mantêm a Bahia na posição de maior produtor de algodão do Nordeste e segundo do país, com participação de 20,3% na safra nacional, atrás do Mato Grosso, que detém 68,7%.

FIBRAS E FERTILIZANTES 

O crescimento da produção de grãos no Oeste baiano segue impulsionando novos empreendimentos em Luís Eduardo Magalhães, principal polo do agronegócio do estado. Durante a Bahia Farm Show, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) inaugurou o que descreve como o maior Centro de Análise de Fibras da América Latina, ao lado do complexo da feira. A obra recebeu mais de R$ 120 milhões em investimentos e ocupa 5.200 metros quadrados, com capacidade para processar até 70 mil amostras de algodão por dia.

Para a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, a estrutura confere segurança aos compradores internacionais quanto à qualidade do produto adquirido, já que, segundo ela, a transação comercial passa a começar ali, no centro de análise.

Na mesma feira, a Galvani, que produz e distribui fertilizantes fosfatados na região do Matopiba, abriu o Armazém de Distribuição de Luís Eduardo Magalhães. O empreendimento recebeu R$ 21 milhões em aportes e amplia a capacidade operacional da companhia na Bahia. A empresa também destinou R$ 2,13 milhões para a intervenção da via marginal à BR-242, obra conduzida em parceria com a prefeitura do município.

O diretor-presidente da Galvani, Marcelo Silvestre, relaciona os aportes ao fortalecimento da infraestrutura regional e ao desenvolvimento do Oeste baiano, associando o crescimento da empresa às necessidades do agronegócio e das comunidades locais.

ENERGIA E CRÉDITO

A Neoenergia Coelba amplia investimentos na rede elétrica do Oeste baiano dentro de um plano de R$ 25 bilhões para todo o estado entre 2026 e 2030, o maior já registrado pela distribuidora. Desse total, R$ 3,2 bilhões vão exclusivamente para a região, com a construção de novas subestações, ampliação de estruturas existentes e instalação de linhas de média e alta tensão. Ao todo, estão previstas 25 intervenções, que devem elevar em cerca de 93% a oferta de energia na área.

O superintendente de Operações da Neoenergia Coelba, Leonardo Santana, associa a expansão elétrica à capacidade dos produtores de ampliar operações, investir em tecnologia e aumentar a produção, com reflexo na geração de empregos na região.

O crédito rural também se movimenta. O Banco do Nordeste anunciou, durante a feira, aumento nos limites de financiamento para produtores de médio e grande porte dentro do Plano Safra, que passa a vigorar em julho. A participação do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) sobe 10 pontos percentuais para custeio e comercialização, alcançando até 70% para médio porte e até 60% para grande porte. Para investimentos acima de R$ 30 milhões, o aumento também é de 10 pontos, com limites que chegam a 80% e 70%, respectivamente.

FABRICANTES DE MÁQUINAS 

A expectativa de crescimento da produção também movimenta o setor de máquinas agrícolas. A Valtra abriu sua terceira unidade na região, com oferta de tratores de alta potência das séries Q5 e S6, da plantadeira Momentum, além de pulverizadores e do distribuidor DryBox. O diretor comercial da empresa, Claudio Esteves, descreve a abertura da loja em Luís Eduardo Magalhães como um marco estratégico, diante da proximidade que a expansão proporciona com os produtores da região.

A fabricante alemã Fendt levou à Bahia Farm Show máquinas voltadas para pequenas e médias propriedades, com foco em eficiência operacional e redução no consumo de combustível. O diretor comercial da Fendt, Rafael Antonio Costa, descreve o perfil técnico do produtor atual, voltado à verticalização da produção e à extração de rentabilidade em cada hectare, como o cenário em que a empresa busca se posicionar como parceira no processo que vai do preparo do solo à colheita.

 

Compartilhe:
TAGS Bahia safra soja
Baixe nosso aplicativo!
Disponível no Google Play Disponível na Apple Store
Código de Compliance Política de Privacidade Termos de Uso
BE News
Instagram
Facebook
Linkedin
Youtube
Telegram
© 2025 BE News | O conteúdo do Portal BE News é protegido por lei. Qualquer reprodução (total ou parcial), sem a prévia autorização, é proibida.
Desenvolvido por: Logo Mosten