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Jornal BE News - Edição de Hoje

Porto do Pecém

Linha Santana completa um ano com 103 mil contêineres movimentados

Atualizado em: 13 de maio de 2026 às 17:09
Mariana Nerome Enviar e-mail para o Autor

Rota operada pela MSC entre o Porto do Pecém e a China reduziu em 30 dias o tempo de trânsito de cargas; antes, a rota levava 70 dias 

O Porto do Pecém ganhou, no último ano, uma rota marítima que mudou a logística do comércio exterior cearense. A Linha Santana, operada pela MSC, conecta o terminal diretamente aos portos da China, Coreia do Sul e Singapura. Em 12 meses de funcionamento, movimentou mais de 103 mil TEUs, o equivalente a 15% de toda a operação de contêineres do complexo.

O dado mais concreto dessa transformação está no tempo. Antes da rota, uma mercadoria embarcada na China chegava ao Ceará em até 70 dias, percorrendo o Cabo da Boa Esperança e ainda dependendo de conexões em portos do Sudeste para depois seguir por cabotagem até o Nordeste. Com a linha direta, esse prazo caiu em aproximadamente 30 dias, uma mudança que afeta desde importadores de painéis solares e peças automotivas até exportadores de pedras ornamentais e açaí.

“Os resultados da Linha Santana neste primeiro ano demonstram a força do Porto do Pecém como uma plataforma logística estratégica para o Brasil. Conseguimos ampliar nossa conexão com os principais mercados asiáticos, reduzir significativamente o tempo de trânsito das cargas e oferecer mais competitividade para os nossos clientes e para a economia cearense”, destacou o presidente do Complexo do Pecém, Max Quintino.

Segundo as informações do Complexo, cerca de 47% da movimentação da Linha Santana corresponde a cargas de transbordo — mercadorias que chegam ao Pecém vindas da Ásia e de rotas na América Central e no Caribe para então ser redistribuídas ao Norte e ao Nordeste do Brasil.

EXPORTAÇÕES

Embora a importação ainda domine o fluxo, as exportações pela Linha Santana ganharam espaço ao longo do ano. De acordo com o Complexo, elas já representam entre 5% e 10% da movimentação total da rota, um crescimento que acompanha o avanço de produtos como óleos minerais e açaí nos mercados internacionais.

 

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