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Marcelo Sampaio é cotado para assumir o Ministério da Infraestrutura
Ex-ministro de Jair Bolsonaro tem apoio de Tarcísio de Freitas e mantém boa relação com o senador, segundo interlocutores
Um dos nomes mais cotados para comandar o Ministério da Infraestrutura, em um eventual governo do senador Flávio Bolsonaro, é o do ex-titular da pasta no governo de Jair Bolsonaro e atual diretor de Estratégia Regulatória da Vale para a China, Sudeste Asiático e Oriente Médio, Marcelo Sampaio (foto). Engenheiro civil e funcionário público federal de carreira, ele foi secretário-executivo do Ministério quando o ministro era o hoje governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e assumiu a chefia do órgão em 2022, quando Tarcísio deixou o cargo para disputar o Palácio dos Bandeirantes.
Sampaio conta com o apoio de Tarcísio para assumir o Ministério da Infraestrutura, que reuniria as atuais pastas de Transportes, Portos e Aeroportos, Cidades e Integração e Desenvolvimento Regional. Outro ponto a seu favor é que, quando estava na pasta, manteve uma boa relação com Flávio, que foi mantida nos últimos anos.
Aviação: mercado em expansão
A projeção da Airbus apresentada no fórum da Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (Alta), no México, dimensiona com clareza o tamanho do mercado em jogo para a aviação comercial brasileira nas próximas duas décadas. O salto esperado de 114 milhões de passageiros em 2025 para 233 milhões em 2045, acompanhado pela dobra no índice de viagens per capita (de 0,5 para 1,0 ano), coloca o País como o principal motor do crescimento do transporte aéreo na América Latina, sustentado pela mobilidade social da classe média e pela substituição do transporte rodoviário de longa distância.
O desafio central dessa estimativa reside no descompasso entre a projeção de demanda e as restrições operacionais enfrentadas pelas companhias aéreas no país. Para quase dobrar a frota nacional em serviço, atingindo 855 jatos de corredor único e 236 de duplo corredor até 2045, o setor precisa superar gargalos imediatos como a escassez global de peças e os atrasos nas entregas de novas aeronaves por parte das fabricantes.