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Marinha batiza terceira fragata da Classe Tamandaré em Itajaí
Cunha Moreira é construída integralmente no Brasil; quarta embarcação da série ainda está em andamento
A Marinha do Brasil lançou e batizou nesta sexta-feira (26), em Itajaí, a Fragata Cunha Moreira (F202), terceira embarcação da Classe Tamandaré. A cerimônia ocorreu no TKMS Estaleiro Brasil Sul e contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca. A embarcação foi construída integralmente no Brasil, com mão de obra e tecnologia nacionais.
No discurso, Lula justificou os investimentos em defesa pelo contexto internacional. “Eu não quero guerra. Mas eu também não quero ser pego de surpresa. Eu tenho que me cuidar. Tá cheio de maluco no mundo. Agora mesmo, o presidente americano quer tomar a Groenlândia, o Canadá, o Canal do Panamá. Aonde que nós estamos?” O presidente classificou o momento atual como o de “maior concentração de conflito da história da humanidade depois da 2ª Guerra Mundial” e definiu a fragata como símbolo da soberania nacional. “Isso não é [só] um navio. É o começo de um país que vai assumir, de fato e de direito, o direito de ser soberano, de tomar conta do seu nariz e estar preparado.”
A Cunha Moreira tem 107 m de comprimento, pode atingir 25 nós — cerca de 47 km/h — e tem deslocamento de até 3.465 toneladas. A embarcação é equipada com convoo, hangar de helicóptero, radares, sensores e armamentos. Outras duas fragatas da mesma classe já foram lançadas — a Tamandaré e a Jerônimo de Albuquerque. A quarta, batizada Mariz e Barros, está em construção.
O Programa Fragatas Classe Tamandaré é uma parceria entre a Marinha e a Sociedade de Propósito Específico Águas Azuis, formada pelas empresas TKMS, Embraer e Atech, e gerenciada pela Emgepron. Segundo o governo, o programa deve investir R$ 13,9 bilhões até 2030, dos quais R$ 10,5 bilhões são do Novo PAC, com previsão de geração de cerca de 2 mil empregos diretos e 6 mil indiretos.
O comandante da Marinha, Marcos Olsen, afirmou que “o poder naval, pilar à proteção de recursos, fluxos logísticos e instrumento de tempestiva resposta do Estado, adquire centralidade ao se analisar disputas atuais na conjuntura internacional e crescentes inclinações de atores soberanos em mobilizar vetores navais visando intimidar nações.”