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Mineração registra faturamento de R$ 150,7 bilhões no primeiro semestre
O resultado representa um aumento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2025, impulsionado principalmente por ouro e cobre
O setor mineral brasileiro registrou faturamento de R$ 150,7 bilhões no primeiro semestre do ano, alta de 8,2% sobre o mesmo período de 2025, quando faturou R$ 139,2 bilhões, segundo dados divulgados nessa terça-feira, dia 28, pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). O crescimento foi puxado por ouro e cobre, que compensaram a queda do minério de ferro, ainda o produto dominante, com 47,2% de toda a receita do setor.
O faturamento com ouro avançou 44,2%, de R$ 17,6 bilhões para R$ 25,3 bilhões, acompanhando alta de 52,9% no preço médio internacional do metal, uma valorização típica de períodos de maior instabilidade econômica e geopolítica, quando investidores ampliam a demanda pelo ouro como reserva de valor. O cobre cresceu 41%, de R$ 14,6 bilhões para R$ 20,6 bilhões, reflexo de alta de 38,8% no preço e da demanda global crescente pela commodity, considerada estratégico para a transição energética por seu uso em redes elétricas, veículos elétricos e sistemas de geração renovável. Já o minério de ferro recuou 3,1% no faturamento, de R$ 73,5 bilhões para R$ 71,2 bilhões, mesmo respondendo por quase metade da receita setorial.
Minas Gerais e Pará concentraram mais de 70% do faturamento nacional. Minas liderou com R$ 57,6 bilhões (38,2% do total); o Pará ficou em segundo, com R$ 52,2 bilhões (34,6%); e a Bahia em terceiro, com R$ 7,5 bilhões (5%).
As exportações minerais somaram US$ 25,1 bilhões no semestre, alta de 24,1% em valor e 2,4% em volume, 196,2 milhões de toneladas. O ouro liderou o crescimento percentual com alta de 69,3% (US$ 4,6 bilhões), seguido pelo cobre, com avanço de 83,8% (US$ 3,87 bilhões). O minério de ferro, com US$ 13,4 bilhões, respondeu por 53,6% do valor exportado pelo setor, com crescimento de 5,2%. A China recebeu 70,1% do volume exportado.
Brasil e Coreia do Sul
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou nessa terça-feira, dia 28, que o Brasil pretende dobrar a corrente comercial com a Coreia do Sul nos próximos dois anos. A declaração foi feita durante evento promovido pela ApexBrasil. Segundo Alckmin, a corrente de comércio entre Brasil e Coreia já chegou a US$ 15 bilhões, mas atualmente está em torno de US$ 10 bilhões.