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Mineradora canadense amplia área de pesquisa de terras raras no Nordeste
Origen Resources assume 70% do projeto Campo de Cima e avança em trabalhos de campo em Picos, no Piauí
A mineradora canadense Origen Resources anunciou a ampliação estratégica de sua presença no Nordeste do Brasil, ao firmar acordo para adquirir 70% do projeto Campo de Cima (33.075 hectares na divisa entre Bahia e Piauí) e avançar nos trabalhos de campo do projeto Picos (no Piauí). Com comunicados oficiais publicados nos últimos dias 24 e 28, a companhia passou a controlar mais de 68.615 hectares de direitos minerários, consolidando um dos maiores portfólios de pesquisa de elementos de terras raras (REE) na borda oriental da Bacia do Parnaíba.
Os ativos têm como alvo principal os depósitos de argila de adsorção iônica, modelo geológico de baixa profundidade que dispensa escavações profundas e consome menos reagentes do que a mineração em rocha dura. Esse modelo responde por cerca de 80% da oferta mundial de terras raras pesadas, indispensáveis para a fabricação de ímãs permanentes de alta eficiência. “Acreditamos que o Nordeste do Brasil é, de fato, um novo polo de terras raras e temos a sorte de estar entre os primeiros a atuar na região, onde agora controlamos mais de 68.615 hectares”, afirmou Gary Schellenberg, CEO da Origen.
Recorde chinês
As exportações e o fluxo de cargas nos portos da China alcançaram o maior patamar de toda a história do transporte marítimo global na terceira semana deste mês. Segundo dados do Ministério dos Transportes da China, os terminais portuários do país movimentaram o recorde absoluto de 7,3 milhões de contêineres (TEUs) nos sete dias encerrados em 20 de setembro, o que representa um salto de 9% em relação ao mesmo período de 2025.
O resultado acelera a trajetória de expansão registrada na primeira quinzena do mês (que anotava altas de 6%) e confirma as projeções do Goldman Sachs, cujos relatórios apontam que o volume diário de carga saindo dos 20 maiores portos chineses permanece rodando bem acima dos níveis do ano anterior.
Essa corrida dos exportadores chineses busca se antecipar às barreiras comerciais negociadas durante a cúpula entre o presidente chinês Xi Jinping e Donald Trump em Washington neste mês. O mercado repercute relatórios do governo norte-americano que recomendam uma tarifa adicional de 7,5% sobre produtos chineses devido a alegados excessos de capacidade industrial.