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Hidrovias

Modernização de eclusas entra como ponto crítico para hidrovias

Atualizado em: 21 de março de 2026 às 10:50
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Ao comentar sobre recente melhoria no RS, secretário diz que estruturas são decisivas para manter fluxo de cargas e segurança na navegação

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação do Ministério de Portos e Aeroportos, Otto Luiz Burlier, afirmou que a modernização de eclusas é essencial para garantir a continuidade das operações nas hidrovias brasileiras ao comentar o investimento de R$ 153,9 milhões na Eclusa de Amarópolis, no Rio Grande do Sul. “As eclusas são estruturas estratégicas para a navegação interior. Investir na modernização e manutenção dessas estruturas significa garantir segurança para as embarcações, eficiência no transporte de cargas e melhores condições de mobilidade para as populações que dependem dos rios”, disse.

O investimento integra a política de manutenção de eclusas e vias navegáveis conduzida pelo ministério em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Segundo o MPor, somente em 2025, mais de R$ 500 milhões foram destinados à manutenção e modernização das hidrovias em diferentes regiões do país, com o objetivo de melhorar as condições de navegação para embarcações de carga e de passageiros.

No Rio Grande do Sul, além da Eclusa de Amarópolis, estão em operação outras quatro estruturas: Bom Retiro do Sul, Dom Marco, Fandango e Anel de Dom Marco. Juntas, elas permitem a continuidade da navegação em trechos de rios com diferentes níveis de altura, viabilizando o deslocamento de embarcações ao longo de percursos com desníveis. O estado também abriga a eclusa mais antiga em funcionamento no país, dentro de um sistema que, segundo o ministério, evidencia a presença histórica da navegação interior na região.

As eclusas funcionam como estruturas hidráulicas que viabilizam a transposição de desníveis nos rios, permitindo que embarcações subam ou desçam entre trechos de diferentes alturas. O sistema opera por meio de uma câmara que se enche ou se esvazia de água de forma controlada. Quando a embarcação entra na estrutura, o nível da água é ajustado até alcançar a altura do trecho seguinte, permitindo a continuidade da navegação.

De acordo com o diretor de Gestão Hidroviária do MPor, Eliezé Bulhões, a manutenção dessas estruturas é necessária para assegurar a navegabilidade das hidrovias. “A eclusa é um equipamento essencial para permitir a passagem segura das embarcações em rios com desníveis. A modernização dessas estruturas aumenta a confiabilidade das operações e contribui para manter as condições adequadas de navegação nas hidrovias brasileiras”, afirmou.

Benefícios

Segundo o ministério, além de garantir a navegabilidade, estruturas como as eclusas contribuem para ampliar a eficiência do transporte hidroviário, especialmente no deslocamento de grandes volumes de carga. O MPor também aponta que esse tipo de transporte apresenta menor consumo de combustível por tonelada transportada e menor emissão de poluentes em comparação ao modal rodoviário, o que impacta os custos logísticos e a operação do setor.

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