Porto de Santos
Navio Professor W. Besnard será restaurado para exposição permanente
Embarcação foi rebocada do Parque Valongo até um estaleiro na margem esquerda do Porto de Santos, onde passará por serviços de recuperação
O navio oceanográfico Professor W. Besnard foi rebocado do Cais do Parque Valongo para um estaleiro localizado na margem esquerda do Porto de Santos (SP), em Guarujá. O presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, revelou que o navio histórico ficará em exposição permanente no Parque Valongo após sua completa restauração.
“O navio Besnard ficará em exposição permanente no Parque Valongo. Já acertamos este novo destino do navio com o Concais, que também será transferido para o Valongo. Assim, teremos mais uma atração no Valongo que vai emocionar os turistas que chegarem a Santos pelos navios de cruzeiro”, afirmou Pomini.
Segundo o presidente do porto, as etapas de restauração servirá para garantir que o Besnard possa ser rebocado de volta à margem direita “e ser contemplado em melhores condições e com toda a atenção que merece”.
A companhia não informou quanto tempo vai durar os serviços de restauração na embarcação.
A operação de reboque da embarcação ocorreu na manhã desta sexta-feira (23), após autorização da Marinha do Brasil, conduzida pela Autoridade Portuáraria de Santos e pela Marfort Serviços Marítimos, empresa contratada para restauração e recuperação do navio histórico.
Ao todo, quatro rebocadores e outras embarcações de apoio acompanharam a condução do Besnard pelo canal do Porto de Santos. Segundo a APS, o trajeto até o estaleiro teve duração de pouco mais de uma hora e meia, sendo acompanhados pela Marinha do Brasil, Guarda Portuária e técnicos da Marfort.

Foto: Divulgação/APSAfundamento
O navio adernou na noite do dia 13 de março no cais do Parque Valongo. Desde então, a embarcação foi cercada pelas autoridades marítimas, para não causar problemas e possíveis interrupções aos navios que trafegam no canal do porto.
O Besnard tem cerca de 60 anos e é considerado um dos mais importantes laboratórios científicos flutuantes do Brasil. Durante décadas, realizou mais de 150 expedições de pesquisa marinha e participou de missões científicas na Antártida.
Atualmente inativo, o navio pertence ao Instituto do Mar, associação civil sem fins lucrativos.