Ferrovias
Obras da FIOL serão retomadas em trecho no Sudoeste da Bahia
Trecho liga o município de Ilhéus, no litoral sul da Bahia, a Caetité, no sudoeste do estado
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) confirmou a retomada das obras de um trecho da Ferrovia Oeste-Leste (Fiol) no Sudoeste da Bahia, que haviam sido suspensas no último dia 1º deste mês com 75% da execução concluída.
O trecho em questão integra o chamado Fiol 1, que liga o município de Ilhéus, no litoral sul da Bahia, a Caetité, no sudoeste do estado. Com extensão total de 537,2 quilômetros, as obras agora recomeçam especificamente no lote 4F, que atravessa os municípios de Brumado, Tanhaçu, Ibiassucê, Caetité, Lagoa Real e Rio do Antônio, todos localizados na região conhecida como Sertão Produtivo. Em Caetité também está prevista a construção de um terminal intermodal, que deve reforçar a logística de transporte de cargas.
A retomada das obras da Fiol foi inicialmente anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante uma visita a Ilhéus, em julho de 2023, como parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A Bahia Ferrovias S.A. é a empresa responsável pela execução das obras.
Além do Fiol 1, a ferrovia é composta por outros dois trechos: o Fiol 2, que vai de Caetité até Barreiras, e o Fiol 3, que ligará Barreiras a Figueirópolis, no Tocantins — este último ainda depende da liberação da licença de instalação para iniciar as obras.
Quando estiver concluída, a Ferrovia Oeste-Leste terá 1.527 quilômetros de extensão e será uma importante ligação entre o futuro Porto de Ilhéus, no litoral baiano, e Figueirópolis, onde se conectará com a Ferrovia Norte-Sul, ampliando a malha logística e escoamento de produção entre o Nordeste e o Centro-Oeste do país.
A ideia é que a FIOL escoe a produção para o futuro Porto Sul, que está sendo construído pelo governo do estado da Bahia, próximo de Ilhéus. Este porto deve ter um terminal para minério e outro para grãos. A Bamin, responsável pelo terminal, planeja investir R$ 20 bilhões na região. A expectativa é que o porto esteja em funcionamento em 2027 e gere cerca de 7.200 empregos.