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P-78 atinge capacidade máxima de produção no campo de Búzios
Plataforma da Petrobras chegou a 180 mil barris de petróleo por dia com a entrada em operação de novo poço no pré-sal da Bacia de Santos
A plataforma P-78, instalada no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, atingiu sua capacidade nominal de produção de 180 mil barris de petróleo por dia no último sábado (31), informou a Petrobras. O resultado foi alcançado com a entrada em operação do poço BUZ-100. A unidade é a sétima plataforma flutuante de produção, armazenamento e transferência (FPSO) a entrar em operação no campo. Segundo a diretora de Exploração e Produção da estatal, Sylvia Anjos, a região apresenta reservatórios com quase 500 metros de espessura, além de características geológicas favoráveis ao fluxo de petróleo.
O campo de Búzios, localizado a cerca de 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, deverá contar com 12 plataformas flutuantes de produção. As unidades P-80 e P-82 estão a caminho do Brasil, com início das operações previsto para 2027. O planejamento também contempla a P-83 e uma nova unidade denominada Búzios 12, ainda em licitação. O consórcio responsável pela exploração é formado pela Petrobras, que atua como operadora, pelas empresas chinesas CNOOC e CNODC e pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), responsável pela gestão dos contratos de partilha da produção.
Votação retomada
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deverá retomar no dia 17 de novembro a análise do processo que pode resultar na recomendação de encerramento do contrato da Enel Distribuição São Paulo. O diretor Gentil Nogueira, que havia pedido vista, deverá apresentar seu voto na ocasião. A relatora, Agnes da Costa, votou em outubro pela recomendação de caducidade, acompanhada pela diretora Ludimila Lima da Silva. Caso a agência decida recomendar a medida, caberá ao Ministério de Minas e Energia avaliar o encaminhamento e decidir sobre a continuidade ou o encerramento da concessão.
A análise da Aneel sobre a Enel São Paulo considera falhas na prestação do serviço após sucessivos eventos climáticos, incluindo o apagão de dezembro de 2025. A fiscalização identificou problemas como insuficiência de equipes especializadas, lentidão no atendimento e deficiências na gestão de crises. A concessionária contesta a recomendação de caducidade e afirma que ampliou em 73% os investimentos e em 31% os recursos operacionais entre 2023 e 2025. A empresa também sustenta que houve melhora nos indicadores de atendimento emergencial e questiona se o encerramento do contrato seria a solução mais vantajosa para os consumidores.
Minerais estratégicos
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que a primeira reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos deverá ocorrer em menos de 30 dias. Entre as prioridades estão a definição da lista de minerais considerados críticos pelo Brasil e das diretrizes da política nacional para o setor. O colegiado também participará da análise de determinadas operações empresariais envolvendo ativos minerais estratégicos. O mecanismo de avaliação, que poderá resultar na imposição de condições ou na rejeição de negócios, ainda depende de regulamentação.