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Portos do Paraná vence prêmio internacional com projeto do Moegão
Obra de mais de R$ 650 milhões vai ampliar a capacidade de descarga ferroviária e reduzir interferências entre trens e veículos no Porto de Paranaguá
A Portos do Paraná venceu o Prêmio Legado AAPA Latam 2026 na categoria Desenvolvimento Portuário “Ingeniero Valentín Morán”, com o projeto do Moegão, em Paranaguá. O resultado foi anunciado nesta terça-feira (27), e a entrega do troféu ocorrerá durante o congresso anual da entidade, de 1º a 4 de dezembro, na Guatemala.
Com investimento superior a R$ 650 milhões, o Moegão foi projetado para centralizar a descarga ferroviária de soja, milho e farelos e distribuir as cargas para os 11 terminais do Corredor de Exportação Leste. A estrutura deve elevar a capacidade de recepção de cerca de 550 para até 900 vagões por dia, com potencial para movimentar 24 milhões de toneladas de grãos e farelos por ano.
A obra também prevê mudanças na circulação interna do porto. A redução de 16 para cinco pontos de interferência entre rodovias e ferrovias deve diminuir as paralisações e a necessidade de manobras, além de aumentar a segurança das operações.
Segundo Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná, o projeto começou a ser desenvolvido em 2020, a partir das necessidades específicas do complexo paranaense, com participação do Governo do Estado e da comunidade portuária. “O Moegão foi um projeto desenvolvido especialmente para o Paraná. Em 2020, o Governo do Estado, a Portos do Paraná e a nossa comunidade portuária começaram a desenvolver esse projeto único, considerando as nossas características e necessidades. Agora, ao final de 2026, estamos entregando essa obra, que vai transformar a logística portuária, especialmente no segmento ferroviário”, afirma.
Projetos
A Portos do Paraná também concorreu ao prêmio na categoria Desenvolvimento Sustentável “Agustín Díaz”, com o Programa de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), mas não venceu nessa categoria.
O programa prevê recuperar 40 hectares de Áreas de Preservação Permanente em Antonina, no litoral paranaense. A iniciativa busca recompor a vegetação nas margens dos rios que deságuam no estuário de Paranaguá e reduzir o aporte de sedimentos nas áreas navegáveis, o que pode diminuir a necessidade de dragagens de manutenção.