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QAV mais caro
A Petrobras reajustou em 7,2% o preço médio do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras a partir de domingo (1º). O aumento equivale a R$ 0,45 por litro e é o quarto consecutivo aplicado pela estatal. Com a atualização, o combustível passou de aproximadamente R$ 6,24 para R$ 6,69 por litro, acumulando alta de cerca de 84% desde dezembro de 2025.
Pressão internacional
Segundo a Petrobras, o reajuste acompanha a elevação das cotações internacionais do QAV, influenciada pelas tensões no Oriente Médio e pela redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia. A companhia informou que utiliza uma fórmula contratual de reajuste mensal para amenizar as oscilações de curto prazo. Nos principais mercados internacionais, os preços podem sofrer alterações diárias.
Custos das companhias
A sequência de aumentos pressiona as despesas das empresas aéreas brasileiras. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), a participação do QAV nos custos operacionais das companhias passou de aproximadamente 30% para mais de 45% desde o agravamento dos conflitos no Oriente Médio. O encarecimento do combustível amplia a pressão sobre as tarifas e o planejamento financeiro das empresas.
Biocombustíveis
O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estimam R$ 142 bilhões em investimentos no setor de biocombustíveis entre 2027 e 2036. A projeção consta do Caderno de Biocombustíveis e Combustíveis Sintéticos do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2036). Entre os principais destinos dos recursos estão projetos de combustível sustentável de aviação (SAF) e diesel verde, com R$ 39 bilhões, e de biometano, com R$ 31,1 bilhões. A consulta pública do plano permanece aberta até sexta-feira (6).
Etanol e biodiesel
O estudo do MME e da EPE prevê que a oferta brasileira de etanol aumente de 41,6 bilhões para 53,1 bilhões de litros até 2036, com crescimento médio anual de 2,5%. A demanda deverá chegar a 50,7 bilhões de litros, considerando a mistura obrigatória de 30% de etanol anidro na gasolina. Para o biodiesel, a projeção é de consumo total de 14,7 bilhões de litros em 2036, incluindo usos obrigatórios e voluntários. O levantamento também estima uma demanda de aproximadamente 3 bilhões de litros de etanol destinada à produção de SAF e aos usos aquaviário e na aviação agropecuária.