Região Sul
RS define empresas que receberão apoio para projetos de hidrogênio verde
Segundo o governo estadual, seleção final encerra a etapa pública do edital e abre caminho para a formalização dos contratos financiados pelo Badesul
O governo do Rio Grande do Sul confirmou a lista final das empresas que receberão apoio financeiro para desenvolver projetos de hidrogênio verde no estado, encerrando o processo seletivo do Edital de Chamada Pública do Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva de Hidrogênio Verde. Segundo o governo gaúcho, o resultado consolida o início da fase contratual do programa, etapa em que as empresas selecionadas deverão apresentar documentação ambiental válida e formalizar os instrumentos de crédito para acessar os recursos previstos.
O anúncio foi realizado pelo governador Eduardo Leite no Palácio Piratini. De acordo com o governo estadual, o edital é considerado o primeiro instrumento público de fomento direto à inovação em descarbonização industrial em nível estadual no país e integra a estratégia gaúcha de alinhamento ao Plano Rio Grande e ao Plano de Desenvolvimento Econômico, Inclusivo e Sustentável.
Os R$ 100 milhões destinados ao programa serão operados pelo Badesul, agência de fomento vinculada ao governo do estado, responsável por financiar projetos estratégicos de desenvolvimento econômico e sustentável. Para o governo, a participação do Badesul dá escala e capacidade de execução ao programa, ampliando as condições para implantação industrial, inovação tecnológica e atração de investimentos privados.
Durante a cerimônia, o governador afirmou que a seleção final dos projetos confirma o papel do Rio Grande do Sul na agenda climática e energética. “O mundo todo está buscando combustíveis mais sustentáveis, que emitam menos gases de efeito estufa. Ainda no nosso primeiro governo identificamos a capacidade do Rio Grande do Sul para a produção do hidrogênio verde e mobilizamos empresas para compartilhar informações a partir de memorandos de entendimento e chegamos a esse edital de chamamento público. Os projetos selecionados são robustos, de empresas com histórico e reputação. É algo concreto, sólido, que vai se transformar realidade e que será um grande divisor de águas para o Estado, tanto do ponto de vista econômico quanto da geração de energia”, disse Leite.
A secretária do Meio Ambiente, Marjorie Kauffmann, também destacou a interpretação do governo de que o conjunto dos projetos representa um passo estruturante para o início da cadeia industrial do hidrogênio verde no estado. “O edital consolida a estratégia do governo de fomentar uma nova economia baseada em baixo carbono. As empresas selecionadas reúnem potencial tecnológico e industrial para impulsionar a cadeia do hidrogênio verde e projetar o Rio Grande do Sul na liderança da transição energética brasileira”, afirmou.
Segundo o governo, as iniciativas contempladas têm como objetivo principal reduzir emissões industriais de gases de efeito estufa, estimular a inovação em processos de baixo carbono e desenvolver insumos sustentáveis, como amônia verde, metanol e fertilizantes avançados. A administração estadual também sustenta que os projetos contribuirão para gerar empregos qualificados e fortalecer a pesquisa aplicada em centros tecnológicos e universidades.
O secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos, reiterou a posição do governo de que o programa representa uma combinação entre desenvolvimento econômico e sustentabilidade. “Esta gestão está comprometida em liderar a transição energética no Brasil. Com o programa de apoio ao hidrogênio verde, buscamos posicionar o Estado como referência na produção e no uso de energias limpas”, destacou.
Para o governo, a consolidação do programa inaugura uma nova etapa da política energética estadual, com a perspectiva de formar um polo nacional de produção de hidrogênio verde, ampliar a competitividade industrial e fortalecer a transição para uma economia de baixo carbono.