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Setor de minerais críticos reúne 129 mil empregos formais no Brasil
Portal da ANM aponta crescimento de 8,6% nas vagas em dois anos e avanço de 485,4% nas autorizações de pesquisa para terras raras entre 2021 e 2025
A consolidação dos dados do Portal de Minerais Críticos e Estratégicos pela Agência Nacional de Mineração (ANM) explicita o peso do setor no mercado de trabalho e na pauta de investimentos do país. Ao reunir métricas de emprego, pesquisa e produção em um único canal, a agência dá transparência a uma cadeia que já responde por 57% dos postos da indústria extrativa mineral, somando 129.423 empregos formais em 2025.
O avanço de 8,6% em relação a 2023 reflete o aquecimento da demanda por commodities essenciais para a transição energética e a tecnologia. Minas Gerais lidera a oferta de vagas com 62.631 postos, impulsionado pela extração de ferro, copper e terras raras, seguido pelo Pará (27.047) e pela Bahia (9.147). O recorte municipal traz Parauapebas (PA) na ponta com 8.234 vagas, colado em Nova Lima (MG) com 8.218 e Congonhas (MG) com 7.114.
Do ponto de vista salarial e de qualificação, a remuneração média acompanha a especialização exigida pelas plantas de processamento. Profissionais com ensino superior recebem em média R$ 11.856, enquanto as faixas de ensino médio e fundamental registram R$ 4.142 e R$ 3.218, respectivamente. O setor ainda enfrenta um gargalo de diversidade, com a força de trabalho composta por 78% de homens (100.765) e 22% de mulheres (28.658), embora 11.647 mulheres já ocupem posições de nível superior.
Em relação à produção, o ferro segue como a principal fonte de empregos (70.027 vagas), enquanto os metais preciosos somam 21.313. No caso do ouro, o painel contabilizou 71,1 toneladas de metal beneficiado em 2025, movimentando R$ 41,7 bilhões e gerando US$ 6,59 bilhões em exportações em 504 lavras ativas.
O destaque da plataforma fica para o salto nas terras raras. As autorizações de pesquisa para esses elementos dispararam 485,4% entre 2021 e 2025. O país produziu 326 toneladas de concentrado de óxidos em 2025, gerando US$ 14,9 milhões em vendas externas, contra US$ 30,6 milhões em importações de óxidos e ímãs manufaturados. Toda a produção comercial ativa concentra-se atualmente em quatro áreas em Goiás, mas o pipeline indica uma expansão relevante nos próximos anos, com 78 áreas com relatórios de pesquisa aprovados ou pedidos de lavra.