Portos
Terminal Manaus Moderna inicia obras de ampliação com 1.400 estacas
Projeto prevê plataforma de 40 mil metros quadrados e melhorias no atendimento aos passageiros; conclusão dos serviços está prevista para 24 meses
As obras de modernização e ampliação do Terminal Hidroviário Manaus Moderna, na capital amazonense, entraram na fase de execução nesta quinta-feira (22), com a cravação da primeira estaca da nova estrutura. O projeto prevê a instalação de 1.400 estacas para sustentar uma plataforma de 40 mil metros quadrados e tem prazo estimado de 24 meses para conclusão. A intervenção ocorre após mais de 25 anos de expectativa pela requalificação do terminal, utilizado no transporte de passageiros e mercadorias.
O início dos trabalhos foi acompanhado pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, e por representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A proposta é reorganizar a circulação de usuários, ampliar os acessos e melhorar as condições de embarque, desembarque e espera em um dos principais pontos de ligação entre Manaus e municípios do interior do Amazonas.
A nova configuração terá ambientes climatizados para atendimento e permanência dos passageiros, espaços de convivência e pontos de apoio. O planejamento inclui playground, bicicletário e estacionamento coberto, cuja estrutura receberá placas fotovoltaicas para geração de energia solar. Também estão previstos sistema de tratamento de esgoto e unidade básica de saúde (UBS), segundo o Dnit.
Outra frente da intervenção é a acessibilidade. A ampliação dos pontos de acesso e a readequação dos espaços de circulação buscam facilitar o uso do terminal por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. As mudanças também pretendem dar mais organização ao fluxo de passageiros em uma instalação que atende deslocamentos cotidianos e viagens entre diferentes localidades da região.
Importância regional
A modernização ocorre em uma área onde a navegação é parte central da rede de transportes. Os rios garantem a ligação de comunidades com a capital e viabilizam o movimento de pessoas, alimentos e outros produtos, especialmente em localidades sem alternativas de acesso terrestre equivalentes. Por isso, as condições de funcionamento do Manaus Moderna têm reflexos sobre o atendimento à população e sobre a circulação de mercadorias.
O diretor de Infraestrutura Aquaviária do Dnit, Edme Filho, afirmou que os efeitos do empreendimento não ficarão restritos ao Amazonas. Segundo ele, a infraestrutura hidroviária também sustenta conexões com Acre, Roraima e Rondônia, estados que dependem, em diferentes graus, das rotas fluviais e de sua integração com outros meios de transporte.
“O terminal não vai beneficiar apenas o Amazonas, mas também estados como Acre, Roraima e Rondônia, reforçando a importância da infraestrutura hidroviária para a conexão entre diferentes localidades”, declarou o diretor.
Franca associou o início da execução à sequência de etapas necessárias para viabilizar a intervenção, desde a elaboração do projeto até a destinação de recursos. “É muito bom quando a gente tem uma decisão política de fazer o projeto, alocar o recurso, dar ordem de serviço e, hoje, estar aqui para transformar a vida das pessoas que utilizam esse porto”, afirmou.
Prazo de execução
O cronograma apresentado pelo governo federal estabelece dois anos para a conclusão da obra. Nesse período, a implantação da plataforma e das estruturas de atendimento deverá compor a nova configuração do terminal, com instalações voltadas tanto à operação hidroviária quanto aos serviços utilizados pelos passageiros.
O ministro afirmou que a intenção é entregar um espaço com melhores condições de uso para a população da Região Norte. Não foram informados, no material divulgado, o valor do investimento nem detalhes sobre eventuais alterações no funcionamento do terminal durante a execução dos serviços.
A agenda do ministro no Amazonas incluiu ainda uma visita ao Estaleiro Juruá, localizado em Iranduba, município da Região Metropolitana de Manaus. No local, Franca conheceu as instalações e acompanhou as atividades do empreendimento naval.