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Tomé Franca confirma leilão do Tecon Santos 10 para o início de 2027
Ministro afirma que o edital deve ser publicado nos próximos 60 a 90 dias, adiando a disputa pelo megaterminal de contêineres do Porto de Santos para o próximo ano
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, reafirmou nessa quinta-feira, dia 30, que o leilão do Tecon Santos 10, o megaterminal de contêineres a ser implantado no Porto de Santos (SP), não será realizado neste ano. A nova meta do Governo Federal é publicar o edital de licitação do empreendimento nos próximos meses, transferindo a disputa de lances para o início do próximo ano. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa realizada na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro, cujo foco principal era a apresentação de novas linhas de financiamento voltadas à recuperação e expansão de companhias aéreas nacionais.
Segundo Franca, o cronograma técnico prevê um esforço concentrado para a finalização dos documentos regulatórios. A estimativa da pasta é apresentar as regras definitivas ao mercado em um intervalo de 60 a 90 dias, permitindo que a sessão pública de lances ocorra de forma segura nos primeiros meses de 2027.
Investimentos em MS
O ministro dos Transportes, George Santoro, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, apresentaram a empresários e lideranças industriais na Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) o plano de voo para transformar o estado no principal nó de integração multimodal do Cone Sul. No encontro, realizado em Campo Grande nessa quinta-feira, dia 30, Santoro detalhou um robusto cardápio de investimentos que une a concessão da BR-163, o fatiamento da Malha Oeste e a engenharia para acelerar os acessos à Rota Bioceânica, ao mesmo tempo em que defendeu a nova blindagem regulatória do piso mínimo do frete rodoviário através da obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot).
Diante do peso de um país onde cerca de 60% das cargas ainda dependem do asfalto, a meta de longo prazo estipulada pelo Ministério dos Transportes é agressiva: derrubar o custo logístico brasileiro, que atualmente devora cerca de 15% do PIB nacional, para a casa dos 6%, impulsionando a expansão da malha ferroviária. Hoje, o País já soma aproximadamente R$ 290 bilhões em investimentos rodoviários contratados, ancorados em parcerias federativas como a “Rota da Celulose” em MS.