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Tomé Franca defende fortalecimento do PPI no próximo mandato de Lula
Ministro destacou a importância do programa para viabilizar investimentos em infraestrutura e integrar corredores logísticos previstos no PNL 2050
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou nessa terça-feira, dia 27, que o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) precisa ser fortalecido no próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, independentemente da pasta em que venha a ser alocado na Esplanada dos Ministérios. A declaração foi feita durante encontro da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), realizado em Brasília (DF).
Atualmente abrigado na Casa Civil, o PPI é o braço do Governo Federal encarregado de estruturar leilões, concessões e parcerias público-privadas (PPPs) em infraestrutura. Diante das discussões sobre a reforma ministerial para o próximo mandato do presidente Lula, setores do mercado produtivo e de transportes defendem a migração do programa para a Fazenda ou para o Ministério do Planejamento e Orçamento, visando ampliar sua capacidade de barganha institucional e garantir maior fatia no Orçamento Discricionário da União.
Segundo o ministro, a consolidação da estrutura governamental de projetos é essencial para dar suporte operacional ao recém-lançado Plano Nacional de Logística (PNL 2050), cujo objetivo central é planejar e integrar corredores multimodais nos modais marítimo, aéreo, ferroviário e rodoviário. “Onde o PPI estiver, ele precisa ser fortalecido. Especialmente agora que a gente acabou de lançar o Plano Nacional de Logística (PNL), que tem como objetivo integrar os diversos modos de transporte, para que a gente construa corredores logísticos, para que a gente faça os investimentos em infraestrutura de maneira mais planejada”, afirmou Franca.
Voos internacionais em alta
Os aeroportos da Região Sudeste registraram 1,02 milhão de embarques em voos internacionais em setembro deste ano, um crescimento de 4,5% em relação ao mesmo período de 2025. O incremento equivale a um ganho de aproximadamente 44 mil passageiros em viagens para o exterior, de acordo com os dados consolidados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Somando as operações domésticas e internacionais, os terminais dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo contabilizaram 5,34 milhões de embarques em setembro (estabilidade de +0,1% frente ao mesmo mês do ano anterior). O mercado nacional respondeu pela fatia majoritária de 4,32 milhões de embarques.