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Tomé Franca destaca venda da Embraer e defende abertura do mercado aéreo

22 de julho de 2026 às 10:07
Leopoldo Figueiredo Enviar e-mail para o Autor

Ministro afirma que encomenda de 45 jatos pelo Grupo Abra reforça a confiança na aviação brasileira e volta a defender a autorização para companhias estrangeiras operarem voos domésticos no país

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou nessa terça-feira, dia 21, que o mercado internacional demonstra mais confiança no crescimento da aviação nacional e a competitividade da indústria brasileira, o que se reflete no anúncio da venda de 45 aeronaves da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) para o Grupo Abra. “Investimentos dessa magnitude demonstram confiança no crescimento da aviação. Expansão de frota é resultado de análises técnicas sobre demanda, viabilidade econômica e perspectivas de mercado”, escreveu o ministro em um de seus perfis nas redes sociais. “O anúncio também reforça a competitividade da Embraer e a excelência da engenharia brasileira.”

A Embraer anunciou a venda de 45 aeronaves E195-E2 para o Grupo Abra, que controla as companhias aéreas Gol (Brasil), Avianca (América Latina) e Wamos Air (Espanha). O pedido inicial contempla 20 jatos, avaliados em US$ 1,75 bilhão a preço de tabela. Os modelos são os maiores da linha comercial fabricados pela empresa e são utilizados em rotas de média densidade e oferecem menor consumo de combustível em comparação com gerações anteriores de aeronaves.

Tomé Franca também defendeu a abertura do mercado de aviação brasileiro para que companhias aéreas estrangeiras possam operar rotas domésticas no País, a chamada oitava liberdade do ar, hoje vedada pela legislação brasileira. Segundo o ministro, a medida não prejudicaria as companhias nacionais porque atenderia passageiros que hoje não utilizam o transporte aéreo por falta de oferta. “A gente precisa atrair companhias aéreas. Não entendo que haverá qualquer impacto para qualquer companhia aérea do Brasil. Porque o que vai acontecer é que pessoas que hoje não usam o transporte aéreo passarão a usar porque serão assistidas pelo serviço que hoje não têm”, disse.

A proposta enfrenta desafios de compatibilização legislativa entre os países envolvidos e de adequação às normas de proteção ao consumidor, e já tramita no Congresso sem prazo definido para aprovação.

Em estudo

Paralelamente, o Governo avança em uma versão mais modesta de integração regional. No último dia 14, o Brasil assinou um memorando de entendimento com Argentina, Chile e Paraguai no âmbito do projeto Céu Único Sul-Americano, que prevê a implementação da sétima liberdade do ar, que permite a uma companhia aérea operar voos entre dois países diferentes do seu país sede, e o início de estudos sobre outras liberdades de tráfego aéreo. 

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TAGS Aviação mercado aéreo Tomé Franca
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