Ferrovias
Vale não aprova investimento na Bamin
Mineradora diz que decisão seguiu critérios técnicos e atualiza negociações sobre concessões ferroviárias
A Vale (VALE3) informou que avaliou, mas não aprovou, qualquer investimento relacionado à Bahia Mineração (Bamin), reiterando que suas decisões seguem critérios técnicos, independentes e alinhados às regras de governança da companhia.
Em comunicado, a mineradora destacou que analisa regularmente oportunidades de investimento, sobretudo em ativos que possam contribuir para suas prioridades estratégicas. No entanto, ressaltou que, no caso da Bamin, nenhuma alocação de capital foi autorizada após avaliações técnicas, econômicas e financeiras.
A Bahia Mineração (Bamin) é uma empresa controlada pelo grupo Eurasian Resources Group (ERG) e responsável pelo projeto integrado Pedra de Ferro, na Bahia. O empreendimento prevê a extração de minério de ferro no interior do estado, além da implantação de um corredor logístico para escoamento da produção. O projeto inclui a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e o Porto Sul, em Ilhéus, considerados estratégicos para ampliar a infraestrutura de transporte de minério no país.
Mini-minas
No comunicado, a companhia também esclareceu pontos sobre o programa conhecido como “mini-minas”. A Vale informou que mantém, há alguns anos, parcerias comerciais com mineradoras de menor porte no Brasil para a aquisição de produtos destinados à venda final ou à composição de misturas de minério.
Segundo a empresa, essas parcerias ampliam a flexibilidade do portfólio, permitem ganhos de eficiência de custos e melhor aproveitamento da capacidade logística. As decisões relacionadas a esses acordos são tomadas com base em análises técnicas conduzidas por um comitê multidisciplinar, em conformidade com os procedimentos internos de governança.
Outras concessões
Em outro ponto, a Vale atualizou o andamento das negociações para a otimização dos contratos de concessão da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). Segundo a empresa, as tratativas seguem em curso junto ao Ministério dos Transportes, à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e à Infra S.A., dentro das competências legais de cada órgão.
A mineradora reafirmou o compromisso com as diretrizes estabelecidas no acordo firmado em dezembro de 2024 para a otimização das concessões ferroviárias, especialmente no que diz respeito à base de ativos e às obras de infraestrutura. A companhia acrescentou que está em dia com todas as obrigações contratuais e seguirá cumprindo integralmente seus compromissos.
De acordo com a Vale, a conclusão do processo de otimização — condicionada à eventual aprovação pelo Tribunal de Contas da União (TCU) — tende a ampliar a previsibilidade e a segurança jurídica, além de definir com maior clareza as obrigações e investimentos vinculados às ferrovias. A medida, segundo a empresa, pode contribuir para a eficiência operacional de longo prazo e para a manutenção de seu sistema logístico integrado.