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Vale prevê que metais básicos superem 40% do Ebitda nos próximos anos
Divisão de cobre e outros metais deve ampliar sua participação nos resultados da mineradora, com plano de elevar a produção de cobre para 700 mil toneladas anuais até 2035
A divisão de metais básicos da Vale está posicionada para ampliar substancialmente seu peso no balanço financeiro da maior mineradora do País – e uma das mais importantes do mercado mundial. Em participação no FT Metals & Mining Summit, em Londres, na última quinta-feira, o CEO da companhia, Gustavo Pimenta, afirmou que a subsidiária Vale Base Metals (VBM) poderá responder por mais de 40% do Ebitda consolidado da empresa nos próximos anos, uma elevação expressiva frente ao patamar atual, situado em torno de 30%.
O avanço da divisão ampara-se no plano estratégico de duplicar a extração de cobre, elevando a produção do metal vermelho das 380 mil toneladas registradas em 2025 para cerca de 700 mil toneladas por ano até 2035.
A expansão no segmento de metais básicos será executada sem sacrificar a geração de caixa da empresa ou sobrecarregar o cronograma de investimentos. Pimenta enfatizou que o crescimento se dará com uma “intensidade de capital extremamente baixa”, aproveitando a infraestrutura instalada do complexo minerário no Pará. “Continuaremos sendo grandes no minério de ferro; somos o maior produtor mundial e continuaremos sendo. Mas, certamente, a nossa história no cobre crescerá substancialmente nos próximos anos. Em média, um projeto desenvolvido pela Vale exige metade da intensidade de capital de um projeto greenfield típico, porque já contamos com ferrovias, portos e toda a infraestrutura necessária no Brasil”, declarou.
Voos suspensos
A Gol Linhas Aéreas anunciou que vai suspender 17 rotas comerciais (oito internacionais e nove domésticas) a partir de fevereiro do próximo ano. Segundo comunicado oficial da companhia, o enxugamento da malha aérea decorre do forte encarecimento do Querosene de Aviação (QAV), que dobrou de valor nos últimos anos e passou a responder por cerca de 40% dos custos operacionais totais da empresa.
A reestruturação atinge de forma mais severa as operações nas capitais de Brasília, Rio de Janeiro (Galeão) e Fortaleza, que perderão três rotas diretas cada uma. No mercado internacional, a Gol encerra voos estratégicos de longa distância para os Estados Unidos (Orlando e Miami) e ligações na América do Sul (Montevidéu, Assunção e Punta Cana).