Portos
VPorts tem R$ 1,6 bilhão em projetos contratados
Investimentos contemplam terminal ship to ship, pera ferroviária, líquidos, contêineres e operações offshore nos portos de Vitória e Barra do Riacho
A VPorts tem um total de R$ 1,6 bilhão em investimentos contratados com recursos próprios e de parceiros para ampliar a capacidade e diversificar as operações nos portos de Vitória e Barra do Riacho, no Espírito Santo. Os projetos foram apresentados pela diretora jurídica e regulatória da empresa, Adriana Pessotti, durante debate promovido pela Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (ANUT) nesta quinta-feira (1º).
Os investimentos integram a estratégia da autoridade portuária privada para elevar a movimentação dos atuais cerca de 8 milhões de toneladas para aproximadamente 9 milhões de toneladas neste ano, alcançar 13 milhões de toneladas até 2030 e chegar a 20 milhões de toneladas ao final da concessão.
Entre os principais projetos está a implantação de um terminal ship to ship, voltado à transferência de cargas entre embarcações. A estrutura tem potencial para acrescentar mais de 17 milhões de toneladas anuais à capacidade de movimentação e é apresentada pela VPorts como um hub estratégico para o escoamento de petróleo. Segundo a empresa, o empreendimento também busca ampliar a capacidade logística nacional e posicionar o Espírito Santo entre os principais portos do comércio global.
Ferrovia e granéis
Outro projeto envolve a implantação de uma nova pera ferroviária para movimentação de ferro-gusa. A iniciativa está associada ao primeiro contrato de longo prazo dentro do novo modelo de atendimento às cadeias produtivas consideradas estratégicas para o porto. A estrutura também está relacionada à estratégia de recuperação de participação de mercado para o Espírito Santo, segundo a apresentação feita pela VPorts durante o encontro.
Na área de granéis líquidos, a empresa prevê a construção de um novo terminal para gasolina, diesel e etanol, com operação prevista para 2027. O empreendimento terá 87 mil metros cúbicos na primeira fase e outros 41 mil metros cúbicos na segunda etapa, totalizando 128 mil metros cúbicos de capacidade.
O projeto amplia a atuação do complexo em uma categoria de carga relevante para a estratégia de diversificação da VPorts. A autoridade portuária opera atualmente com diferentes tipos de cargas, incluindo contêineres, café, granito, ferro-gusa, granéis minerais, granéis vegetais e líquidos.
Contêineres
No segmento de contêineres, a VPorts prevê a automação dos equipamentos do Terminal de Contêineres de Vila Velha (TVV), operado pela Log-In. O projeto prevê um aumento de 67% da área do contrato, com expansão da capacidade para movimentação de contêineres, carga geral e granéis sólidos.
A ampliação está inserida na estratégia de aproveitar a característica multipropósito dos portos administrados pela VPorts. Durante o debate da ANUT, Adriana Pessotti destacou que a diversidade de cargas permite à empresa buscar alternativas em períodos de sazonalidade ou de redução na disponibilidade de determinado tipo de carga.
A carteira de investimentos também inclui um contrato de longo prazo, com duração de dez anos, vinculado ao BID da Petrobras, para operações offshore. O projeto prevê aumento de aproximadamente 40 mil metros quadrados na área destinada à atividade, que passará a cerca de 140 mil metros quadrados. A estrutura terá como base atividades de armazenagem e movimentação de bobinas de tubos flexíveis.