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Rio de Janeiro Export

40% da frota mundial de navios será encaminhada para reciclagem até 2031, sem estaleiros suficientes

27 de abril de 2026 às 20:18
Vanessa Pimentel Enviar e-mail para o Autor

Operação de descomissionamento deverá sofrer com gargalo, pois não há estaleiros suficientes para receber a demanda  

Até 2031, cerca de 40% da frota de navios mercantes ativos no mundo deve ser encaminhada para serviços de descomissionamento, sem que existam estaleiros suficientes para dar conta dessa demanda. A projeção para 2031 foi baseada em dados de 2019, que mapearam mais de 100 mil embarcações de carga existentes, das quais cerca de 40 mil terão a vida útil encerrada nos próximos cinco anos.  

Em 2035, esse número aumentará para 60%, até que em 2050, os navios que existiam em 2019 não existirão mais e precisarão ser desmontados sem que haja empresas suficientes que façam este tipo de operação. 

As informações foram repassadas pelo professor doutor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Newton Narciso Pereira, durante uma apresentação feita no painel “Indústria naval: descomissionamento e a retomada da capacidade produtiva nacional”, debatido no Rio de Janeiro Export, fórum promovido pelo Grupo Brasil Export nesta segunda-feira (27).  

“O serviço de descomissionamento é um grande gargalo mundial para os armadores. É um mercado com potencial muito grande que vai além da desmontagem porque abre demandas para o setor de remoção de materiais perigosos, de serviços de corte dessas estruturas, de limpeza e descontaminação. Até 2033, devemos ter 25 milhões de toneladas de sucata naval, mas sem local para fazer essas operações”, explicou Newton. 

Ainda segundo o professor, em sete anos, haverá de 7 a 8 navios por dia demandando de reciclagem e não há infraestrutura no Brasil e nem em outros países que dê conta desse volume. O pico estrutural da demanda global por reciclagem naval será de 2033 a 2039. Já o ponto crítico vem um pouco antes, de 2030 a 2035, quando a maior fração da frota mundial atingirá sua idade limite de operação, saltando de 650 para 2.800 navios sendo descartados por ano, o que exigirá uma infraestrutura global capaz de processar múltiplas embarcações diariamente. 

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