Portos
Porto de Natal recebe licença para dragagem
Intervenção deverá aprofundar área de manobras para 12,5 metros e permitir a operação de navios maiores
O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) concedeu à Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) licença ambiental para a dragagem da bacia de evolução do Porto de Natal. A intervenção prevê a retirada de até 1,4 milhão de metros cúbicos de sedimentos do fundo do Rio Potengi, com o objetivo de alcançar profundidade de 12,5 metros na área utilizada pelos navios para manobrar antes de atracar.
Com a autorização ambiental, a Codern poderá avançar na preparação da obra, cujo cronograma ainda será definido em conjunto com a empresa responsável pela execução.
Segundo o diretor-presidente da Codern, Paulo Henrique Macedo, a intervenção deverá ampliar as condições operacionais do terminal, permitindo a atracação de embarcações maiores. “Isso vai permitir o aumento do comprimento dos navios que atracam no porto, além de consolidar a segurança do nosso canal e da bacia de evolução”, afirmou.
A dragagem da bacia de evolução representa a etapa final dos serviços previstos para melhorar as condições de navegação no Porto de Natal. De acordo com a companhia, a dragagem do canal de acesso já foi concluída. A nova intervenção será concentrada na área em que as embarcações realizam manobras para se posicionar antes de chegar ao cais.
O diretor administrativo e financeiro da Codern, Hugo Alexandre Meneses Fonseca, atribuiu a articulação do governo estadual em Brasília à viabilização de recursos federais para a obra.
Monitoramento ambiental
A licença concedida pelo Idema estabelece uma série de medidas para acompanhar e reduzir os possíveis impactos da dragagem. Entre as exigências estão o monitoramento da qualidade da água, dos sedimentos e dos organismos aquáticos, além do controle da turbidez, que mede a presença de partículas em suspensão na água.
Também deverão ser acompanhados o local de descarte do material retirado e a região da Praia da Redinha e seu entorno, com atenção a possíveis alterações na dinâmica costeira. O documento prevê ainda medidas de proteção à fauna marinha, incluindo tartarugas e cetáceos, como baleias e golfinhos.
A Codern deverá disponibilizar um canal de comunicação para pescadores artesanais e comunidades localizadas na área de influência da obra. Também está prevista consulta à colônia de pescadores da região.
Segundo o diretor-geral do Idema, Werner Farkatt, o processo de análise ambiental levou cerca de quatro meses, desde a apresentação do pedido até a conclusão do licenciamento.
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