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Porto de Santos

Atrasos contínuos comprometem exportações de café

Atualizado em: 26 de fevereiro de 2025 às 8:55
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Segundo boletim produzido pela ElloX Digital com o Cecafé, 77% das embarcações no complexo tiveram alteração de escala em janeiro

O Porto de Santos (SP) foi responsável por 75,3% das exportações de café do Brasil em janeiro deste ano, conforme o último relatório mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Contudo, o complexo portuário enfrenta dificuldades logísticas que impactam diretamente a receita do setor. De acordo com o Boletim Detention Zero (DTZ), produzido pela startup ElloX Digital em colaboração com o próprio Cecafé, 77% das embarcações, ou 122 de 158 navios programados, sofreram atrasos ou alterações de escala.

Para se ter uma ideia do impacto, das 672.113 sacas de café (equivalentes a 2.037 contêineres) que não foram embarcadas nos portos brasileiros, 461.704 sacas (69% do total) estavam no Porto de Santos. Esse volume representou uma perda potencial de US$ 226,05 milhões (R$ 1,361 bilhão), com prejuízos logísticos de R$ 6,134 milhões apenas em janeiro e R$ 57,7 milhões acumulados desde junho de 2024.

O Porto de Santos permaneceu constantemente acima de 70% de alterações de escala durante todo o ano passado. O índice atingiu seu ponto mais alto em agosto, quando 86% dos navios (110 embarcações) sofreram alterações. Já o mês de outubro registrou o menor percentual, com 74% das embarcações (125) impactadas. Em janeiro deste ano houve queda de 7% em relação ao mês anterior. Em dezembro de 2024, o índice foi de 84% (132 navios).

O processo de embarque nos portos inicia com a abertura do gate, uma janela de tempo em que os caminhões podem acessar o terminal para descarregar mercadorias. A eficácia desse procedimento é crucial: se a abertura do gate for adiada, os contêineres não são carregados no prazo, o que gera atrasos no cronograma e custos extras de armazenagem e penalidades de detention (taxas por devolução tardia de contêineres). Em janeiro, 40 navios não tiveram os gates abertos no Porto de Santos, impedindo o embarque das cargas programadas. Apenas 9% dos embarques ultrapassaram quatro dias de gate aberto. A maior parte (50%) ficou entre três e quatro dias, e 41% duraram menos de dois dias, prejudicando a eficiência das operações. Sete embarcações enfrentaram atrasos superiores a um mês, com duas delas aguardando até 40 dias para completar as operações.

Porto de Santos

De acordo com o Boletim Detention Zero, 77% das embarcações, ou 122 de 158 navios programados, sofreram atrasos ou alterações de escala no complexo portuário santista. Foto: Divulgação/APS

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