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Internacional

CNI cobra política industrial de longo prazo e modernização da infraestrutura

Atualizado em: 11 de setembro de 2025 às 14:24
Leopoldo Figueiredo Enviar e-mail para o Autor

Em seminário do Brasil Export, Ricardo Alban alerta para cenário global de protecionismo e pede ações para destravar investimentos e garantir competitividade

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirmou que o Brasil precisa avançar na modernização de sua infraestrutura, ampliar acordos bilaterais e adotar uma política industrial consistente, capaz de sustentar o crescimento econômico no longo prazo. Ele participou, na quarta-feira (10), do seminário “Ações para potencializar a competitividade do Brasil e ampliar o protagonismo no mercado internacional”, promovido pelo Fórum Brasil Export em Paris, como parte da Missão França 2025.

Segundo Alban, o comércio exterior está no centro de uma reconfiguração global marcada por políticas protecionistas e revisões de acordos bilaterais e multilaterais. Ele alertou que o movimento iniciado pelos Estados Unidos, ao elevar tarifas e proteger sua indústria, tende a se espalhar por outras economias. “Não é apenas uma decisão do presidente americano, mas uma estratégia de proteção da economia e da produção local. Esse comportamento tende a se tornar uma pandemia econômica”, disse.

O presidente da CNI relatou que, em recentes reuniões em Washington, o setor produtivo brasileiro levou propostas para destravar negociações, como projetos voltados a data centers, minerais críticos e produção de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF). Segundo ele, o Brasil tem vantagem competitiva para atrair investimentos nessas áreas por dispor de energia limpa e abundante. “Podemos transformar fontes intermitentes em energia firme, desenvolver super-baterias e agregar valor às reservas minerais. Também podemos liderar a produção de SAF a partir do etanol, atendendo à demanda crescente das companhias aéreas”, afirmou.

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