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Mineração

Setor mineral amplia projeção de investimentos para US$ 76,9 bilhões

Atualizado em: 4 de fevereiro de 2026 às 15:27
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Novo levantamento do Ibram eleva estimativa para 2026-2030 e indica avanço em cobre, fertilizantes e minerais críticos

O setor mineral brasileiro projeta investimentos de US$ 76,9 bilhões entre 2026 e 2030, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). O montante representa uma alta de 12,5% em relação à projeção anterior, que previa US$ 68,4 bilhões para o período de 2025 a 2029.

O minério de ferro concentra o maior volume de recursos previstos, com US$ 19,8 bilhões, avanço de 1,1% na comparação com o ciclo anterior. Na sequência aparecem os projetos socioambientais, que somam US$ 14,7 bilhões e registram crescimento de 29,7%. A lista dos principais destinos dos investimentos inclui ainda logística, com US$ 11,3 bilhões (+3,4%); cobre, com US$ 8,6 bilhões (+18%); fertilizantes, com US$ 6,88 bilhões (+23,3%); níquel, com US$ 4,7 bilhões (+24,2%); terras raras, com US$ 2,4 bilhões (+10,4%); ouro, também com US$ 2,4 bilhões (+14,7%); bauxita, com US$ 1,2 bilhão (-5,4%); lítio, com US$ 1,17 bilhão (+7,1%); titânio, com US$ 900 milhões (+7,1%); e zinco, com US$ 382 milhões, em forte expansão percentual.

O Ibram aponta ainda crescimento de 15,2% nas projeções de investimentos em minerais críticos e estratégicos, que passaram de US$ 18,5 bilhões para US$ 21,3 bilhões no novo levantamento.

Em 2025, o valor da produção mineral brasileira alcançou R$ 298,8 bilhões, alta de 10,3% em relação ao ano anterior. O minério de ferro respondeu por R$ 157,2 bilhões desse total, equivalente a 52,6% do faturamento do setor, mesmo em um cenário de preços mais baixos. Minas Gerais, Pará e Bahia lideraram o faturamento da indústria mineral no período.

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