sábado, 25 de abril de 2026
Dolar Com.
Euro Com.
Libra Com.
Yuan Com.

Bahia Export

Governo quer antecipar leilão do Tecon Santos 10 e ampliar disputa

Atualizado em: 11 de abril de 2026 às 9:47
Leopoldo Figueiredo Enviar e-mail para o Autor

Proposta prevê liberar a participação de armadores e restringir apenas operadores já instalados no Porto de Santos, ampliando a concorrência no processo

O Governo Federal pretende antecipar o leilão do Tecon Santos 10, megaterminal de contêineres projetado para o Porto de Santos (SP), e ampliar a participação de interessados no processo. A única restrição prevista será para empresas que já operam com concessões públicas no porto. A orientação do Tribunal de Contas da União (TCU), que vetaria a participação de armadores, não deve ser seguida.

A estratégia foi detalhada pelo secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Casa Civil, Marcus Cavalcanti, em entrevista exclusiva ao BE News. Ele foi uma das principais atrações do segundo e último dia do fórum Bahia Export, realizado em Salvador.

Segundo ele, o governo trabalha para acelerar o cronograma do projeto e evitar o prazo atualmente estimado para o leilão, previsto para o fim do ano. “A gente vai tentar não ter esse prazo”, afirmou.

Cavalcanti disse que não haverá restrição a empresas verticalizadas ou com atuação global no transporte marítimo. “Nós não vamos proibir a participação de quem tenha navios no mundo, porque isso criaria dificuldade para uma série de players que têm investimentos cruzados”, explicou. Ele destacou que muitas empresas possuem participações indiretas em operações marítimas, o que dificultaria a definição de impedimentos.

Por outro lado, o secretário afirmou que a única restrição a ser mantida será a determinada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), órgão regulador do setor, no início do processo: a de que operadores já estabelecidos com concessões públicas de terminais no Porto de Santos na época da publicação do edital não poderão participar da disputa, a menos que realizem desinvestimento nas operações locais. “Os atuais incumbentes ficarão impedidos de participar, a não ser que façam um desinvestimento da sua operação em Santos”, disse.

Ao contextualizar o projeto, Cavalcanti classificou o leilão do Tecon Santos 10 como o mais relevante de um terminal de contêineres em curso no país e citou a expansão de investimentos portuários em outras regiões. Ele mencionou a inauguração de um terminal privado da Maersk no Recife, projetos de ampliação em Suape, investimentos da Wilson Sons no Rio Grande do Sul e iniciativas do grupo Imetame no Espírito Santo.

Segundo o secretário, o aumento dessas operações reflete o crescimento da economia brasileira. Ele afirmou que a expansão da renda impulsiona a demanda por produtos industrializados, transportados majoritariamente em contêineres, o que tem levado à ampliação da capacidade portuária fora do eixo de Santos, enquanto o próprio porto segue em crescimento.

Continue a leitura

Assine nossa newsletter e tenha acesso ao restante desta matéria.