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Região Sudeste

Em Cubatão, Alckmin destaca medidas para renovação da indústria

Atualizado em: 20 de abril de 2026 às 16:41
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Unidade em Cubatão investiu mais de R$ 1 bi para modernizar e reduzir emissão de poluentes; obra contou com R$ 672,9 milhões do BNDES

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, visitou na manhã desta segunda-feira (20) as instalações da Unipar, em Cubatão, na Baixada Santista. A unidade passou por um amplo processo de modernização, concluído em dezembro de 2025, tornando-se a maior produtora de cloro por tecnologia de membrana da América do Sul.

Durante a visita, Alckmin destacou os avanços ambientais e tecnológicos da unidade, especialmente a substituição do mercúrio pelo uso de membranas no processo de eletrólise. Segundo ele, a mudança reduz significativamente a emissão de poluentes e resíduos industriais, além de aumentar a competitividade da indústria química nacional.

Ao todo, a empresa investiu mais de R$ 1 bilhão nas obras. Para viabilizar o projeto, a Unipar contou ainda com financiamento de R$ 672,9 milhões do BNDES, obtido em novembro de 2024 por meio de linhas voltadas à eficiência energética e à transição para tecnologias de baixo carbono, incluindo recursos do Fundo Clima e do FINEM – Meio Ambiente.

Com a nova tecnologia, a fábrica deixará de emitir cerca de 70 mil toneladas de dióxido de carbono por ano e deve reduzir em aproximadamente 40% o consumo de energia elétrica.

“Uma indústria verde e sustentável, diminuindo a emissão de CO2 e diminuindo também resíduos industriais e uma indústria competitiva ganhando o mercado oferecendo produtos de qualidade para o saneamento básico. É fundamental para o Brasil ter uma indústria química e petroquímica competitiva”, disse Alckmin.

O presidente em exercício também ressaltou que o investimento na Unipar faz parte de um conjunto mais amplo de iniciativas do governo federal para fortalecer o setor industrial. Entre elas, citou o Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química (PRESIQ), aprovado pelo Senado em dezembro.

De acordo com Alckmin, o programa prevê R$ 3,1 bilhões em incentivos apenas neste ano, incluindo R$ 2 bilhões em créditos tributários — como redução de PIS/Cofins para insumos — e R$ 1 bilhão destinado a novos investimentos. Para os próximos cinco anos, a estimativa é de R$ 15 bilhões em aportes no setor.

Outras medidas mencionadas incluem a depreciação acelerada de máquinas e equipamentos, melhores condições de crédito e a modernização do sistema de patentes. Nesse contexto, Alckmin destacou a redução no tempo de análise do INPI, que caiu de sete para 3,5 anos, com meta de chegar a dois anos.

Segundo ele, as iniciativas visam aumentar a inovação, a produtividade e a competitividade da indústria brasileira em diferentes segmentos, como química, farmacêutica, automotiva, plásticos, celulose e saneamento básico.

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