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Alckmin projeta até R$ 15 bilhões para fortalecer indústria química

Atualizado em: 21 de abril de 2026 às 10:53
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Estratégia do governo inclui financiamento, estímulos tributários e modernização para ampliar competitividade do setor

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (20) que o governo federal projeta até R$ 15 bilhões em investimentos na indústria química nos próximos cinco anos, dentro de um pacote de crédito, incentivos fiscais e estímulo à inovação. As declarações foram feitas durante agenda em Cubatão, no litoral paulista.

Segundo Alckmin, a política industrial em curso combina financiamento subsidiado, estímulos tributários e medidas de modernização para ampliar a competitividade do setor produtivo. O objetivo, de acordo com ele, é reduzir custos, incentivar a renovação do parque industrial e ampliar a capacidade de investimento das empresas.

Entre as iniciativas citadas está o PRESIQ (Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química), aprovado pelo Senado em dezembro, que prevê incentivos fiscais e linhas de crédito para o setor. O programa deve mobilizar R$ 3,1 bilhões em 2026, incluindo cerca de R$ 2 bilhões em crédito tributário, com redução de PIS/Cofins para insumos como nafta, benzeno, propano e etano, além de R$ 1 bilhão destinado a novos investimentos.

De acordo com o presidente em exercício, o programa também estabelece um horizonte de médio prazo para o setor, com previsão de até R$ 15 bilhões em investimentos ao longo dos próximos cinco anos, abrangendo cadeias industriais como plástico, automotiva, farmacêutica, celulose e saneamento básico.

Alckmin também citou a política de depreciação acelerada como instrumento para estimular a modernização industrial. A medida permite que empresas reduzam o prazo de abatimento de investimentos em máquinas e equipamentos de até 15 anos para cerca de dois anos, o que, segundo ele, favorece a renovação tecnológica e o aumento da produtividade.

Outra frente destacada foi a ampliação do crédito para inovação, com taxas reduzidas para projetos de pesquisa e desenvolvimento. Segundo o governo, operações com juros vinculados à Taxa Referencial (TR), atualmente em torno de 4% ao ano, têm sido direcionadas para iniciativas voltadas à inovação industrial.

O presidente em exercício também mencionou mudanças no sistema de propriedade industrial. O prazo médio para análise de patentes no Instituto Nacional da Propriedade Industrial caiu de sete para três anos e meio, com meta de redução para dois anos, como forma de acelerar a incorporação de novas tecnologias no setor produtivo.

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