sábado, 25 de abril de 2026
Dolar Com.
Euro Com.
Libra Com.
Yuan Com.

Petróleo e Gás

Venda do controle da Braskem avança e depende de aval da Petrobras

Atualizado em: 21 de abril de 2026 às 10:59
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Fundo ligado à IG4 acerta compra da participação da Novonor por meio de conversão de dívida em ações, prevê acordo de governança compartilhada

A possível mudança no controle da Braskem avançou com a formalização de um acordo entre a Novonor (ex-Odebrecht) e um fundo ligado à IG4 Capital, operação que ainda depende de avaliação da Petrobras, segunda maior acionista da petroquímica e detentora de direitos que podem alterar o desfecho da transação.

O negócio envolve a venda da participação da Novonor para o fundo Shine I Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, que é assessorado pela IG4 Capital, gestora especializada em reestruturação de empresas. A operação foi estruturada após meses de negociação e ocorre em meio ao processo de recuperação financeira da Braskem, marcada por elevado endividamento.

Pelo acordo, o fundo deverá assumir o controle da companhia com a transferência de 226,3 milhões de ações ordinárias e 47,2 milhões de ações preferenciais classe A, atualmente detidas pela Novonor. Com isso, passará a concentrar 50,11% do capital votante e cerca de 34,32% do capital total da petroquímica. A Novonor, por sua vez, reduzirá sua participação para aproximadamente 4%.

A transação não prevê pagamento em dinheiro. O modelo adotado é de conversão de dívida em participação acionária, por meio da entrega de três debêntures para cada ação adquirida. A estrutura busca contribuir para a redução do endividamento da Braskem e faz parte da estratégia de reestruturação financeira da empresa.

O Shine I FIP já informou que pretende liderar esse processo com uma equipe especializada, formada por profissionais com experiência em reestruturação e gestão de companhias em situação semelhante. Em comunicação à Braskem, o fundo indicou que a intenção é reorganizar tanto a estrutura financeira quanto a operação da empresa.

A proposta apresentada também prevê uma atuação conjunta com a Petrobras, que hoje figura como segunda maior acionista e já manifestou interesse em ampliar sua influência na petroquímica. Segundo o fundo, a condução da reestruturação seria feita em parceria com a estatal, com o objetivo de retomar a geração de valor para acionistas e para o país.

Nesse contexto, o fundo se comprometeu a firmar um novo acordo de acionistas com a Petrobras. O documento, conforme indicado em carta vinculante enviada à estatal, estabelece uma governança compartilhada, com divisão igualitária de assentos no Conselho de Administração e na diretoria executiva. O modelo também prevê a obrigatoriedade de consenso nas deliberações tanto do conselho quanto da assembleia geral da companhia.

Continue a leitura

Assine nossa newsletter e tenha acesso ao restante desta matéria.