Sudeste Export
Autoridades citam projetos para melhorar relação porto-cidade
Painelistas apresentam projetos e propostas que visam impactar de forma benéfica as operações dos portos no estado
O último painel do Sudeste Export, Fórum Regional de Logística, Infraestrutura e Transportes, realizado nesta quarta-feira (2), debateu as ações e desafios visando uma melhor relação entre os complexos portuários e as cidades em seu entorno. Os painelistas destacaram o cenário atual especialmente no estado do Rio de Janeiro.
O Governo estadual criou em 2023 a Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar que possui atuação direta com os municípios costeiros do estado, em especial os que desenvolvem a economia do mar e também que estão no entorno de portos ou terminais portuários.
Segundo a coordenadora de Gestão de Portos e Terminais da pasta, Gabriela Campagna, a secretaria visa promover e incentivar políticas públicas aos municípios costeiros. “Estamos falando de 34, 35 municípios costeiros, e os que se beneficiam da economia azul são 27. Queremos tratar de políticas que auxiliem na divulgação não somente dos benefícios e oportunidades que os portos trazem, mas também de ajudar a fazer uma interlocução e ligação para resolver potenciais problemas. Todo desenvolvimento traz algum tipo de transtorno, mas o impacto pode ser contornado, capitalizado de maneira benéfica. Trabalhar esse relacionamento tem sido a atuação da secretaria”, afirmou.

Painelistas destacaram ações de como a relação porto-cidade pode ser benéfica e os impactos podem ser contornados. Foto: Brasil Export
O município de Angra dos Reis, conhecido nacionalmente e internacionalmente como um grande polo turístico do litoral do estado, possui uma grande vocação no setor portuário e logístico.
André Luís Pimenta, secretário de Planejamento e Gestão da Prefeitura, destacou algumas das ações que beneficiam as atividades econômicas do setor e projetos para impulsionar a capacitação e o desenvolvimento.
“Na cultura de processo de um porto dentro de Angra temos estaleiro, rodovia federal, rodovia estadual, vamos para a terceira usina nuclear, e um conjunto de infraestrutura, entre elas o porto, e todas elas devem se conectar. O município tem trabalhado forte para que seja uma das hélices desse processo da economia do mar. Mantemos bom diálogo com a TPAR (Terminal Portuária de Angra dos Reis), com a equipe da Docas e outros participantes do processo. Então é um conjunto de coisas para que o empreendimento como porto dê certo. Criamos uma lei de incentivo fiscal ao porto, lei de inovação com fomento a economia do mar a novos empreendimentos. Todas as ações que o município poderia estar fazendo, ele está fazendo”, analisou.
Em contrapartida, o secretário mencionou que ainda há uma distância a ser diminuída entre as esferas municipais e federais, visando aumentar o diálogo em prol da melhoria e eficiência das operações, consequentemente que tragam benefícios à cidade.
“O desafio é o Brasil pensar como Brasil, não só como município. Pois todas as ações envolvem os eixos do Estado e Federal. É um sistema federativo para falar sobre portos e a distância é muito grande de município para o ministério. Isso impacta as operações. O Estado tem a criação da pasta recente, com um ótimo diálogo, mas é um processo construtivo. Com o Governo Federal nós vemos mantendo diálogo, mas às vezes parece que há uma distância grande que precisa ser encurtada”, pontuou.
O painel contou com as participações de Jefferson Martins, Diretor do Terminal Portuário de Angra dos Reis (TPAR) e Cristiano Brochier, Diretor de Gestão e Participação da Companhia de Desenvolvimento de Maricá. A moderação foi feita pelo jornalista Leopoldo Figueiredo, diretor-geral da Rede BE News.