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Rio de Janeiro Export

Brasil perde R$ 1,7 trilhão por ano com insegurança jurídica

Atualizado em: 27 de abril de 2026 às 20:24
Mariana Nerome Enviar e-mail para o Autor

Dados foram apresentados durante o painel “Regulação do setor de transportes aquaviários”, durante o Fórum Rio de Janeiro Export

O Brasil perde R$ 1,7 trilhão por ano com insegurança jurídica, o equivalente a 19,5% do PIB, enquanto as onze agências reguladoras operam com um orçamento de R$ 5 bi dos R$ 130 bilhões arrecadados anualmente. Os dados foram apresentados durante o painel “Regulação do setor de transportes aquaviários e o incremento de segurança jurídica para o mercado” no evento Rio de Janeiro Export, promovido pelo Grupo Brasil Export, nesta segunda-feira (27).

Para o diretor-presidente da Logística Brasil, André de Seixas, há um descolamento entre esta arrecadação e os recursos destinados às agências, que consequentemente, arrecadam muito.

O deputado federal Júlio Lopes relacionou a perda econômica à deficiência de recursos das agências reguladoras. “O que nós precisamos é de um Estado que opte por ser regulador e não um Estado provedor, onde ele regule, estimule e dê o regramento do funcionamento da economia e de suas ações”, afirmou.

O deputado também relatou o caso que ilustra o problema de recursos nas instituições reguladoras. A lei da duplicata eletrônica, que entrou em vigor em 2017 após 10 anos de tramitação, não pode ser implementada porque o Banco Central não tem R$ 25 milhões para atualização de sistemas.

Ele conta que ao visitar Roberto Campos Neto, então presidente do Banco Central, descobriu que a instituição não tinha o capital para implementar o sistema, enquanto dispunha de 300 milhões alocados para impressão de cédulas, rubrica que não podia ser remanejada sem autorização ministerial.

Júlio destacou a distorção de prioridades orçamentárias. “Imagina se nós tivéssemos os recursos que foram colocados nos Correios. Imagina se o governo tivesse colocado 12 bilhões em 2025 nos Correios e no ano de 26 mais 8 bilhões. Imagina que paraíso da regulação nós estaríamos vivendo, inclusive com o Banco Central completamente aparelhado, financiando o Pix, financiando duplicata eletrônica”, afirmou.

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