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Rodovias

Caminhoneiros lideram mortes por acidentes de trabalho no Brasil

Atualizado em: 30 de abril de 2026 às 11:15
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Ministério do Trabalho aponta que foram 4.249 óbitos em dez anos; transporte de cargas também lidera entre atividades com mais mortes

Um estudo técnico divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) aponta que os motoristas de caminhão lideraram o número de mortes por acidentes de trabalho no Brasil entre 2016 e 2025. Segundo o levantamento, foram registrados 4.249 óbitos nessa ocupação ao longo do período, o maior total entre todas as categorias analisadas.

O recorte por atividade econômica reforça o mesmo padrão. De acordo com os dados, o transporte rodoviário de carga acumulou 2.601 mortes em dez anos, também ocupando a primeira posição entre os setores com maior número de óbitos. Para o MTE, o resultado indica que, embora não concentre o maior volume de ocorrências, a atividade apresenta maior gravidade em comparação a outros segmentos.

As informações foram apresentadas em 28 de abril, data em que se celebra o Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho, e consolidam registros do Instituto Nacional do Seguro Social e do sistema eSocial. O estudo reúne, no total, 6,4 milhões de acidentes de trabalho e 27.486 mortes no país ao longo da última década.

Os dados mais recentes mostram que, em 2025, foram contabilizados 806.011 acidentes e 3.644 mortes, o maior patamar da série histórica. Segundo o ministério, o crescimento ocorre após a queda registrada em 2020, período marcado pela pandemia, e acompanha a retomada da atividade econômica e a ampliação do emprego formal.

No caso dos caminhoneiros, o volume de mortes ao longo dos anos equivale a uma média superior a um óbito por dia. O levantamento não detalha causas específicas, mas indica que a atividade reúne fatores de risco associados à exposição constante ao trânsito, longas jornadas, transporte de cargas e deslocamentos em rodovias de diferentes condições.

Enquanto o transporte rodoviário de carga lidera em número de mortes, outros setores concentram maior volume de acidentes. O estudo aponta que a área de saúde, especialmente atividades hospitalares e de pronto atendimento, registrou o maior número absoluto de ocorrências no período, com cerca de 633 mil casos. Entre as ocupações, os técnicos de enfermagem aparecem na primeira posição em número de acidentes.

O levantamento também traz recortes regionais. Estados como Mato Grosso, Tocantins e Maranhão apresentam taxas mais elevadas de letalidade. De acordo com o MTE, o Mato Grosso se destaca por combinar alta incidência e elevada gravidade, em um contexto associado à presença de atividades como agronegócio, transporte e construção.

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