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Galípolo isenta Campos Neto e enfrenta ofensiva política do PT

Atualizado em: 22 de abril de 2026 às 12:40
Leopoldo Figueiredo Enviar e-mail para o Autor

A declaração de Galípolo

O clima de “lua de mel” entre o Palácio do Planalto e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, chegou ao fim de forma abrupta, dando lugar a uma crise política que remete aos piores dias da relação do governo com Roberto Campos Neto. A seis meses das eleições presidenciais — que colocam Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro (PL) em campos opostos —, a declaração de Galípolo isentando seu antecessor, Campos Neto, de responsabilidade no escândalo do Banco Master detonou uma ofensiva pública da ala política do PT.

 

O “traidor”

A estratégia do governo era clara: utilizar as investigações sobre o Banco Master como munição eleitoral para vincular a gestão de Campos Neto à herança do governo Jair Bolsonaro. Ao afirmar que as auditorias internas do BC não apontaram “culpa” do ex-presidente da autoridade monetária, Galípolo desidratou o discurso governista e foi prontamente carimbado com o rótulo de “traidor” pelo líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC).

 

CCJ retoma votação do fim da jornada 6×1

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados retoma hoje, dia 22, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de trabalho na escala 6×1. A análise do texto, que estava prevista para a semana anterior, foi adiada após a concessão de um pedido de vista, o que obrigou o cumprimento de um prazo de duas sessões deliberativas antes de retornar à pauta. Para garantir a celeridade do processo, o presidente da Câmara, Hugo Motta, convocou uma sessão extraordinária na última sexta-feira, 17, contornando o feriado de Tiradentes e permitindo que o tema voltasse a debate nesta quarta-feira.

 

Aprovação esperada

 

O deputado Hugo Motta tem sinalizado que existe uma forte convergência entre os parlamentares para a aprovação da medida, destacando que há uma clara vontade política para extinguir o modelo atual, que estabelece seis dias de trabalho para um de descanso. O avanço na CCJ representa apenas a primeira etapa formal da tramitação, que foca na admissibilidade da proposta. Caso seja aprovada, a matéria seguirá para uma comissão especial, onde o mérito da redução da jornada será discutido exaustivamente antes de ser submetido ao Plenário da Câmara.

 

Disputa entre Legislativo e Executivo 

 

A movimentação legislativa ocorre em meio a uma disputa de protagonismo entre o Congresso Nacional e o Poder Executivo. Paralelamente à PEC, o governo federal enviou na semana passada um projeto de lei que também propõe a redução da jornada de trabalho no país. Enquanto a PEC de iniciativa parlamentar busca uma alteração constitucional mais profunda, o projeto do governo tenta uma via infraconstitucional, refletindo o esforço do Planalto para pautar a agenda trabalhista e responder às pressões sociais por maior flexibilidade e bem-estar para o trabalhador brasileiro.

 

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