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Agronegócio

Lula defende ampliação do consumo interno e exportação de alimentos

Atualizado em: 24 de abril de 2026 às 12:00
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Em evento da Embrapa, presidente associa pesquisa à abertura de mercados e diversificação da produção

A defesa da ampliação da presença de produtos brasileiros no mercado interno e externo marcou os discursos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a abertura da feira Brasil na Mesa, realizada na quinta-feira (23), na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF). Ao longo do evento, o presidente associou o papel da pesquisa agropecuária à estratégia de inserção do país em novos mercados e à diversificação da produção nacional.

Ao mencionar negociações comerciais com a União Europeia e o Mercosul, Lula afirmou que os acordos em discussão envolvem cerca de 750 milhões de pessoas e um volume econômico estimado em US$ 22 trilhões. Segundo ele, o país precisa estar preparado para atender essa demanda com produtos de maior valor agregado. “Nós já temos 540 produtos na bandeja para negociar com os europeus, a partir do dia 1º de maio”, disse.

No discurso, o presidente voltou a destacar o papel da Embrapa na transformação do Brasil em exportador de alimentos nas últimas décadas e defendeu um novo ciclo de investimentos em pesquisa voltado à qualificação da produção. A avaliação é que o avanço tecnológico pode elevar a renda no campo e melhorar a inserção internacional dos produtos brasileiros.

Ao mesmo tempo, Lula enfatizou a necessidade de ampliar o consumo interno de alimentos produzidos no país. Durante visita ao chamado Pomar da Ciência, área experimental com cultivos como pitaya, baunilha, açaí e diferentes variedades de maracujá, o presidente afirmou que é preciso “nacionalizar” produtos típicos de determinadas regiões. A proposta, segundo ele, é expandir áreas de cultivo e facilitar a circulação desses itens dentro do próprio país.

A visita ao espaço incluiu explicações de pesquisadores sobre a adaptação de culturas de diferentes regiões ao Cerrado. Técnicos apresentaram estudos envolvendo frutas como o açaí, originário do Norte, e a pitaya, mais comum no Nordeste, além de variedades de baunilha e maracujá.

Durante o evento, o presidente percorreu o pavilhão de expositores da feira, onde produtores comercializam alimentos, muitos deles vinculados à agricultura familiar e a variedades desenvolvidas com apoio da Embrapa. Ao longo de cerca de uma hora, conversou com expositores sobre produção, renda e organização das propriedades.

Entre os relatos, produtores destacaram o interesse do presidente por aspectos práticos da atividade, como volume de produção e viabilidade econômica. Houve também contato com representantes de cooperativas e produtores indígenas, que apresentaram produtos como castanhas e itens artesanais.

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