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Ricardo Arten

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Porto Itapoá: investimentos e conexões globais para sustentar o crescimento

O setor portuário exige decisões de longo prazo, e os resultados dependem da capacidade de transformar recursos em infraestrutura, eficiência e valor para os clientes.

O Porto Itapoá alcançou a 34ª posição no ranking 100 Maiores de Santa Catarina, da Revista Amanhã, e se tornou o terminal portuário mais bem colocado da lista. O resultado, referente ao desempenho de 2025, representa um avanço de sete posições em relação à edição anterior. Recebo esse reconhecimento como um sinal de que seguimos um caminho consistente, com investimentos que ampliam nossa capacidade operacional e fortalecem nossa participação no comércio exterior brasileiro.

Um ranking empresarial oferece diferentes perspectivas sobre o desempenho de uma companhia. No caso da lista elaborada pelo Grupo Amanhã, com apoio técnico da PwC Brasil, a classificação considera o Valor Ponderado de Grandeza (VPG), indicador que reúne patrimônio líquido, receita líquida e lucro líquido. Estar entre as maiores empresas de Santa Catarina demonstra a dimensão que o Porto Itapoá vem alcançando e reforça a importância de manter uma gestão voltada a resultados sustentáveis no longo prazo.

Na atividade portuária, esse crescimento depende de decisões que precisam ser tomadas com antecedência. A infraestrutura de um terminal deve acompanhar a evolução dos navios, as necessidades dos armadores e as demandas de importadores e exportadores. Ao mesmo tempo, precisa oferecer eficiência, segurança e previsibilidade para uma cadeia logística que conecta empresas e mercados de diferentes partes do mundo.

É com essa visão que temos conduzido os investimentos no Porto Itapoá. Já destinamos mais de R$ 3 bilhões à ampliação e à modernização do terminal. Esse esforço envolve infraestrutura, equipamentos e tecnologia, com reflexos diretos na capacidade de movimentação de contêineres e nas condições oferecidas aos nossos clientes. O avanço no ranking é um resultado importante desse trabalho, assim como a evolução dos indicadores operacionais e comerciais.

A Fase IV de expansão é parte fundamental desse planejamento. Com investimentos de aproximadamente R$ 500 milhões, o projeto prevê ampliar a área de pátio de 455 mil para 575 mil metros quadrados ainda em 2026. O aumento de capacidade é necessário para acompanhar a demanda e preparar o terminal para os próximos ciclos de crescimento do comércio exterior.

Os novos equipamentos também já contribuem para essa evolução. O projeto inclui um oitavo portêiner, dez guindastes RTG híbridos, outros 12 RTGs e 27 terminal tractors elétricos, todos já em operação. A combinação entre mais espaço, equipamentos modernos e processos bem estruturados permite melhorar o fluxo das operações, ampliar a eficiência e reforçar a segurança no trabalho. Em um setor no qual tempo e confiabilidade influenciam diretamente os custos logísticos, esses fatores têm impacto sobre toda a cadeia.

O planejamento de longo prazo também exige olhar para além da infraestrutura física. A competitividade portuária está ligada à capacidade de construir relacionamentos, compreender as mudanças do mercado e desenvolver conexões que facilitem os negócios entre diferentes regiões. Por isso, nossa estratégia de crescimento inclui ampliar a presença internacional e estreitar o diálogo com os agentes que participam das decisões sobre rotas e operações marítimas.

A inauguração do escritório do Porto Itapoá em Xangai, na China, em agosto de 2026, faz parte desse movimento. O escritório aproxima o terminal de um dos principais centros do comércio marítimo mundial. A presença local fortalece o relacionamento com armadores, importadores, exportadores e parceiros estratégicos, além de criar condições para identificar oportunidades e desenvolver novas conexões logísticas entre o Brasil e a Ásia.

A iniciativa acompanha a relevância do mercado asiático para o comércio exterior brasileiro. Estar mais próximo desses interlocutores permite compreender melhor suas necessidades, estabelecer conversas com maior frequência e trabalhar na construção de relações comerciais duradouras. Em um ambiente internacional sujeito a mudanças econômicas, comerciais e geopolíticas, essa proximidade ajuda a ampliar nossa capacidade de resposta e a identificar caminhos para o desenvolvimento do terminal.

Esses movimentos se complementam. A expansão da infraestrutura prepara o Porto Itapoá para atender a volumes maiores, enquanto a presença internacional contribui para ampliar relacionamentos e oportunidades de negócio. Para que os investimentos produzam os resultados esperados, também é necessário manter uma gestão disciplinada, acompanhar o desempenho das operações e tomar decisões alinhadas às necessidades dos clientes e às perspectivas do setor.

O desenvolvimento de um terminal portuário tem efeitos que vão além de seus próprios resultados financeiros. Portos eficientes contribuem para a competitividade das empresas que dependem do transporte marítimo, ajudam a conectar a produção brasileira aos mercados internacionais e fortalecem a capacidade logística das regiões onde estão instalados. Por isso, o crescimento do Porto Itapoá também precisa ser compreendido dentro de um contexto mais amplo, que envolve o desenvolvimento econômico de Santa Catarina e a posição do Brasil no comércio global.

A 34ª colocação no ranking da Revista Amanhã é um reconhecimento relevante dessa trajetória. Ao mesmo tempo, reforça nossa responsabilidade de continuar avançando com planejamento, investimentos e atenção à qualidade das operações. O setor portuário exige decisões de longo prazo, e os resultados dependem da capacidade de transformar recursos em infraestrutura, eficiência e valor para os clientes.

Seguiremos trabalhando para ampliar a capacidade do Porto Itapoá, fortalecer nossas conexões internacionais e acompanhar as transformações do comércio exterior. Nossa prioridade é manter o terminal preparado para as demandas atuais e futuras, contribuindo para uma logística cada vez mais competitiva e para o desenvolvimento de Santa Catarina e do Brasil.

Ricardo Arten. CEO do Porto Itapoá.

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