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Portos

Ponta Grossa articula porto seco com contornos e expansão de aeroporto

Atualizado em: 9 de outubro de 2026 às 17:22
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

CDEPG defende planejamento integrado de quatro projetos de infraestrutura e apresenta à ANTT propostas para a nova concessão da Malha Sul

O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Ponta Grossa (CDEPG) defende que a implantação de um Porto Seco no município seja planejada em conjunto com outras obras estruturantes, como os contornos ferroviário e rodoviário e a ampliação do Aeroporto Sant’Ana. A proposta é integrar os projetos para ampliar a capacidade logística da cidade, melhorar a mobilidade urbana e acompanhar o crescimento econômico e populacional da região.

As iniciativas foram apresentadas pela presidente do CDEPG, Priscilla Garbelini Jaronski. Segundo ela, os quatro projetos são interdependentes e precisam ser tratados dentro de uma estratégia comum de desenvolvimento.

“Aeroporto, rodovia, ferrovia e Porto Seco são as quatro demandas que estão interligadas para desenvolver a infraestrutura de Ponta Grossa”, afirmou.

O Porto Seco é uma proposta do setor empresarial para a implantação de um terminal terrestre destinado a apoiar operações de importação e exportação. A estrutura poderá concentrar serviços de armazenagem, movimentação de cargas e procedimentos aduaneiros, aproveitando a posição estratégica de Ponta Grossa e sua conexão com diferentes modais de transporte.

A iniciativa busca fortalecer o escoamento da produção regional e ampliar a capacidade de atendimento às operações logísticas. Para o Conselho, porém, o desenvolvimento dessa estrutura precisa estar alinhado aos investimentos ferroviários, rodoviários e aeroportuários, de modo a evitar gargalos futuros.

Contorno ferroviário e nova concessão

O CDEPG também encaminhou contribuições à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre a nova concessão da Malha Sul, solicitando atenção à infraestrutura ferroviária e aos investimentos necessários para o desenvolvimento do município.

Uma das prioridades é a implantação de um contorno ferroviário para retirar o fluxo de trens da área urbana. A medida busca reduzir conflitos entre a operação ferroviária e o trânsito local, além de permitir que a cidade se expanda sem as limitações impostas pela infraestrutura existente.

“Nós temos o plano do Contorno Ferroviário, que inclui a resolução de conflitos das ferrovias com a área urbana e a interferência da extensão da pista do Aeroporto Sant’Ana”, afirmou Priscilla.

Como alternativa, o Conselho também aponta a possibilidade de construir transposições em níveis diferentes nos cruzamentos entre ferrovias e vias urbanas, com o objetivo de melhorar a segurança e a circulação de veículos e pedestres.

Ponta Grossa é um importante entroncamento rodoferroviário e concentra atividades industriais e de escoamento da produção agrícola. A estrutura ferroviária, entretanto, também impõe desafios à mobilidade e ao planejamento urbano.

“Precisamos pensar em construir uma estratégia para a cidade, para que a cidade não tenha sua expansão estrangulada”, disse a presidente do CDEPG.

Integração

A expansão do Aeroporto Sant’Ana também está ligada ao planejamento ferroviário. Segundo Priscilla, o recuo de um trecho da linha férrea permitiria ampliar a pista do aeroporto e viabilizar o recebimento de aeronaves maiores.

“É necessário pensar na expansão da pista, porque senão, vamos ter um terminal de passageiros sem passageiros”, afirmou, ao defender que a ampliação da infraestrutura aeroportuária seja acompanhada de condições para a retomada e o desenvolvimento das operações aéreas.

As propostas do Conselho consideram projeções de crescimento populacional, expansão residencial, geração de empregos, aumento da circulação de veículos e ampliação da produção que precisará ser transportada. Para fundamentar as contribuições à ANTT, o CDEPG utilizou dados do Masterplan de Ponta Grossa, que reúne perspectivas de desenvolvimento do município até 2043.

A avaliação do Conselho é que os investimentos em infraestrutura precisam antecipar as necessidades futuras, em vez de responder apenas aos gargalos já existentes.

“A grande bandeira do Conselho é justamente pensar em desenvolvimento organizado e planejado”, concluiu Priscilla.

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