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Sustentabilidade

Porto Indústria Verde inicia fase de estruturação no Rio Grande do Norte

Atualizado em: 6 de setembro de 2025 às 8:40
Gabriela Lousada Enviar e-mail para o Autor

Complexo será o primeiro do Brasil a integrar porto e parque industrial e prevê investimentos de R$ 5,6 bilhões

O projeto do Porto Indústria Verde, planejado para Caiçara do Norte (RN), entrou em uma nova etapa de desenvolvimento. A iniciativa, orçada em R$ 5,6 bilhões, será o primeiro complexo brasileiro a integrar porto e parque industrial em uma única estrutura, voltada para a produção e exportação de hidrogênio verde e derivados.

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) informou ao BE News que esta fase é dedicada à estruturação financeira e aos estudos ambientais, técnicos e socioeconômicos que vão orientar a modelagem definitiva do projeto. A estimativa é de que, quando em operação, o complexo gere cerca de 40 mil empregos diretos e indiretos, fortalecendo o papel do Rio Grande do Norte como polo emergente de energia limpa no país.

A escolha de Caiçara do Norte foi definida pela combinação de fatores naturais e logísticos. Segundo a Sedec, o município apresenta altos índices de insolação e ventos constantes, condições favoráveis à geração de energia renovável necessária para a produção de hidrogênio verde. Além disso, a localização estratégica no litoral potiguar oferece proximidade com os mercados europeu e norte-americano, considerados prioritários para a exportação do combustível.

O projeto ganha ainda respaldo do marco regulatório estadual. No fim de julho, a governadora Fátima Bezerra (PT) sancionou a lei que institui o Marco Legal do Hidrogênio Verde e da Indústria Verde do Rio Grande do Norte, tornando o estado o primeiro do Brasil a criar normas específicas para investimentos e produção de hidrogênio verde. “O Rio Grande do Norte é o estado mais verde do planeta e que tem o maior número de parques eólicos do Brasil. Esta lei significa ação concreta para fomentar novo ciclo de desenvolvimento tendo como base o hidrogênio verde e passo decisivo para um novo modelo de desenvolvimento sustentável”, afirmou a governadora.

O porto funcionará como Zona de Processamento de Exportação (ZPE), garantindo isenção de tributos federais sobre insumos importados e produtos exportados, tornando o complexo ainda mais atrativo para indústrias de grande porte. A integração entre porto e parque industrial permite redução de custos operacionais e logística eficiente, especialmente para setores que movimentam equipamentos de grande porte e produtos ligados às energias renováveis.

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