quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Dolar Com.
Euro Com.
Libra Com.
Yuan Com.
BE News
  • Editorias
    • Nacional
    • Região Norte
    • Região Nordeste
    • Região Centro-Oeste
    • Região Sudeste
    • Região Sul
    • Internacional
    • Portugal
    • Expediente
  • Últimas Notícias
  • Colunas
    • HUB
    • BE Job
    • Mundo Corporativo
    • tecnologia & inovação
    • Espaço Abtra
    • Estilo BE
    • Vitrine
  • Opiniões
Olá,
Jornal BE News - Edição de Hoje

Internacional

Portos dos EUA voltam a operar após acordo provisório de aumento salarial

4 de outubro de 2024 às 10:28
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Maior paralisação em 50 anos termina após trabalhadores garantirem valorização em meio a impasse sobre automação

Os trabalhadores portuários e os operadores de portos dos Estados Unidos chegaram a um acordo provisório na quinta-feira, dia 3, encerrando uma greve de três dias que paralisou as operações nas costas Leste e do Golfo do país. O acordo prevê um aumento salarial de aproximadamente 62% ao longo de seis anos, elevando os salários médios de US$ 39 para cerca de US$ 63 por hora durante o período do contrato.

A Associação Internacional dos Longshoremen (ILA), sindicato que representa os trabalhadores portuários, havia solicitado um aumento de 77%, enquanto a Aliança Marítima dos Estados Unidos (USMX), grupo que representa os empregadores, oferecera previamente um aumento de quase 50%. A greve, considerada a maior do tipo em quase 50 anos, interrompeu o desembarque de navios de contêineres em portos do Maine ao Texas e gerou uma fila de embarcações ancoradas, além de ameaçar o fornecimento de produtos essenciais, como bananas e peças automotivas.

Em comunicado conjunto, o sindicato e os operadores de portos anunciaram a extensão do contrato principal até 15 de janeiro de 2025, permitindo o retorno às negociações para resolver as questões pendentes. “Com efeito imediato, todas as ações de trabalho atuais serão interrompidas e todo o trabalho coberto pelo Contrato Mestre será retomado”, dizia o comunicado. No entanto, um dos principais pontos ainda sem resolução é a automação dos portos, que os trabalhadores temem que resultará em cortes de empregos. Harold Daggett, líder da ILA, afirmou anteriormente que empresas como a Maersk e a APM Terminals North America ainda não haviam aceitado interromper projetos de automação que ameaçam postos de trabalho.

A administração do presidente Joe Biden apoiou o sindicato, pressionando os empregadores portuários a aumentarem sua oferta, citando os lucros recordes da indústria de navegação desde a pandemia de Covid-19. “O acordo provisório representa um progresso crucial rumo a um contrato sólido”, disse Biden na quinta-feira, acrescentando que “a negociação coletiva funciona”. Biden resistiu à pressão de grupos empresariais e de legisladores republicanos que pediam o uso de poderes federais para interromper a greve, medida que poderia prejudicar o apoio dos sindicatos ao Partido Democrata nas eleições presidenciais, marcadas para 5 de novembro.

Negociações

Fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters revelaram que a Casa Branca esteve profundamente envolvida nas negociações. Na manhã de quinta-feira, o chefe de gabinete, Jeff Zients, realizou uma reunião virtual com os CEOs das transportadoras marítimas, destacando a urgência de reabrir os portos para ajudar na recuperação dos danos causados por um furacão que atingiu o sudeste dos EUA. Em resposta, os transportadores fizeram uma nova oferta salarial, o que facilitou o fim da greve.

A secretária interina do Trabalho, Julie Su, também desempenhou um papel central nas negociações, viajando até Nova Jersey para garantir que os líderes sindicais aceitassem a nova proposta. A greve envolveu 45 mil trabalhadores portuários e foi a primeira grande paralisação desde 1977. Pelo menos 45 navios de contêineres estavam ancorados fora dos portos afetados, com operações paralisadas em 36 portos importantes, incluindo Nova York, Baltimore e Houston.

Analistas do JP Morgan estimaram que a greve estava custando à economia dos EUA cerca de US$ 5 bilhões por dia, com consequências potencialmente graves para o comércio e a distribuição de mercadorias.

Compartilhe:
TAGS costa leste Estados Unidos greve trabalhadores
Baixe nosso aplicativo!
Disponível no Google Play Disponível na Apple Store
Código de Compliance Política de Privacidade Termos de Uso
BE News
Instagram
Facebook
Linkedin
Youtube
Telegram
© 2025 BE News | O conteúdo do Portal BE News é protegido por lei. Qualquer reprodução (total ou parcial), sem a prévia autorização, é proibida.
Desenvolvido por: Logo Mosten