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Internacional

Portos dos EUA voltam a operar após acordo provisório de aumento salarial

4 de outubro de 2024 às 10:28
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Maior paralisação em 50 anos termina após trabalhadores garantirem valorização em meio a impasse sobre automação

Os trabalhadores portuários e os operadores de portos dos Estados Unidos chegaram a um acordo provisório na quinta-feira, dia 3, encerrando uma greve de três dias que paralisou as operações nas costas Leste e do Golfo do país. O acordo prevê um aumento salarial de aproximadamente 62% ao longo de seis anos, elevando os salários médios de US$ 39 para cerca de US$ 63 por hora durante o período do contrato.

A Associação Internacional dos Longshoremen (ILA), sindicato que representa os trabalhadores portuários, havia solicitado um aumento de 77%, enquanto a Aliança Marítima dos Estados Unidos (USMX), grupo que representa os empregadores, oferecera previamente um aumento de quase 50%. A greve, considerada a maior do tipo em quase 50 anos, interrompeu o desembarque de navios de contêineres em portos do Maine ao Texas e gerou uma fila de embarcações ancoradas, além de ameaçar o fornecimento de produtos essenciais, como bananas e peças automotivas.

Em comunicado conjunto, o sindicato e os operadores de portos anunciaram a extensão do contrato principal até 15 de janeiro de 2025, permitindo o retorno às negociações para resolver as questões pendentes. “Com efeito imediato, todas as ações de trabalho atuais serão interrompidas e todo o trabalho coberto pelo Contrato Mestre será retomado”, dizia o comunicado. No entanto, um dos principais pontos ainda sem resolução é a automação dos portos, que os trabalhadores temem que resultará em cortes de empregos. Harold Daggett, líder da ILA, afirmou anteriormente que empresas como a Maersk e a APM Terminals North America ainda não haviam aceitado interromper projetos de automação que ameaçam postos de trabalho.

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