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Região Sudeste

Projeto de trem que vai ligar o litoral ao Vale do Ribeira entra na reta final

Atualizado em: 15 de outubro de 2025 às 19:16
Vanessa Pimentel Enviar e-mail para o Autor

Linha contemplará dois serviços paradores: Santos-Peruíbe, com tempo médio de 48 minutos, e Peruíbe-Cajati, com 114 minutos

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) anunciou, nesta terça-feira (14), que o projeto do trem ligando a Baixada Santista ao Vale do Ribeira entrou em fase final. A linha férrea Santos-Cajati deve cruzar o litoral Sul a partir de Santos. A estimativa é de que a linha atenda até 32 mil passageiros por dia e movimente cerca de 600 contêineres diariamente. As informações foram publicadas na Folha de São Paulo.

O trajeto prevê 13 estações ao longo do percurso: Santos, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe, Itariri, Pedro de Toledo, Miracatu, Juquiá, Registro, Jacupiranga e Cajati.

O tempo estimado do percurso será de aproximadamente 2h20. A linha contemplará dois serviços paradores: Santos-Peruíbe, com tempo médio de 48 minutos, e Peruíbe-Cajati, com 114 minutos. O investimento varia entre R$ 19 bilhões e R$ 21 bilhões, valor que ainda será detalhado.

O projeto prevê que o trem será híbrido, movido a energia elétrica e combustão, e o sistema será integrado ao VLT (veículo leve sobre trilhos) da Baixada Santista e ao futuro TIC (Trem Intercidades) Santos-São Paulo, ainda em fase inicial de estudos, que ligará o litoral à capital paulista.

O estudo da Santos-Cajati é conduzido pela área de Desenvolvimento e Expansão de Transporte da empresa do governo estadual. De acordo com a CPTM, estão em andamento o levantamento topográfico aerofotogramétrico da região, que será concluído ainda este ano, e os estudos técnicos que subsidiarão o anteprojeto de engenharia, com início previsto para dezembro próximo. O documento serve de base para viabilizar a execução do projeto ou contratar uma possível concessão.

“As vias existentes nesse trajeto passarão por análise técnica e, quando possível, serão recuperadas para reaproveitamento da malha ferroviária já implantada”, diz um trecho da nota da CPTM.

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