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Agronegócio

Recorde nas importações de fertilizantes reforça dependência externa

28 de janeiro de 2026 às 19:52
Patrícia Fahlbusch Enviar e-mail para o Autor

Cenário alerta para necessidade de implementação do Plano Nacional de Fertilizantes 

As importações brasileiras de fertilizantes alcançaram 45,5 milhões de toneladas durante o ano passado, superando as 44,28 milhões de toneladas registradas em 2024. Esse foi um novo recorde da série histórica. O bom desempenho reforçou o cenário positivo para a agricultura nacional, já que indicou maior disposição dos produtores em ampliar a área plantada de grãos e elevar a produtividade média das lavouras.

Mato Grosso, Paraná e São Paulo lideraram o consumo de fertilizantes no país. O resultado consolidado chamou a atenção para a entrada de fertilizantes pelos principais terminais portuários brasileiros. Somados os recebimentos nos Portos de Paranaguá (PR), Santos (SP) e do Arco Norte, o volume importado em 2025 foi de 45,50 milhões de toneladas, frente a 44,28 milhões de toneladas em 2024. O principal canal de entrada de fertilizantes importados foi o Porto de Paranaguá, com 10,89 milhões de toneladas.

Apesar dos números positivos, o Brasil busca colocar em prática as diretrizes do Plano Nacional de Fertilizantes, estabelecido em 2022. O objetivo principal é reduzir a dependência externa, dando competitividade e sustentabilidade à nossa produção, contribuindo para a segurança alimentar dos brasileiros.

“Hoje, 85% dos fertilizantes NPK são importados, mais de R$ 25 bilhões. Nós somos o quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo, e é preciso gerar aqui no Brasil, produzir esses fertilizantes. Nós vamos ficar menos dependente de importação, vamos dar segurança à agropecuária brasileira até a silvicultura, que é muito importante. O Brasil alimenta o mundo todo, e é o grande exportador de alimentos, proteína animal e proteína vegetal”, ressaltou Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

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