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Mineração

Setor mineral critica projeto sobre rastreabilidade do ouro aprovado na Câmara

Atualizado em: 24 de abril de 2026 às 12:37
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Para o Instituto Brasileiro de Mineração, texto pode ampliar brechas para o garimpo ilegal e enfraquecer fiscalização

A aprovação, pela Câmara dos Deputados, do projeto de lei que altera as regras de rastreabilidade do ouro abriu uma nova frente de críticas dentro do setor mineral. Para o Instituto Brasileiro de Mineração, o texto aprovado na quarta-feira (22) pode enfraquecer o combate ao garimpo ilegal em vez de fortalecê-lo.

O PL 3.025/2023, que agora segue para o Senado, foi apresentado com o objetivo de criar mecanismos de controle sobre a origem, compra, venda e transporte do ouro no país. Mas, na avaliação do instituto, o substitutivo relatado pelo deputado Marx Beltrão introduz mudanças que ampliam brechas para a atuação de organizações criminosas no setor.

Em nota, o Ibram classificou o parecer como um “retrocesso relevante” no enfrentamento ao mercado ilegal de ouro. A entidade afirma que o texto se afasta da proposta original enviada pelo governo federal e também das diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao suspender a presunção de boa-fé nas transações com o metal.

Segundo o instituto, a rastreabilidade é um instrumento necessário, mas depende de uma estrutura baseada em critérios técnicos, fiscalização efetiva e definição clara de responsabilidades. A versão aprovada, porém, não atenderia a esses requisitos.

Um dos principais pontos de crítica é a mudança no papel da Agência Nacional de Mineração (ANM). O texto aprovado retira da autarquia a responsabilidade pela implementação do sistema de rastreabilidade e transfere essa função para a Casa da Moeda. Na avaliação do setor, a instituição não teria estrutura regulatória nem presença operacional suficientes para assumir essa atribuição.

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