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Transportes

Suspensão de multas no free flow não deve ser prorrogada, diz advogada

Atualizado em: 30 de abril de 2026 às 11:19
Da Redação Enviar e-mail para o Autor Estadão Conteúdo

Medida de 200 dias pode pressionar fluxo de caixa e contratos de concessão se for estendida além do previsto

A suspensão temporária das multas por inadimplência no sistema de pedágio eletrônico (free flow) por 200 dias, anunciada pelo governo federal na terça-feira, 28, como forma de regime de transição para a modalidade, pode ajudar a reorganizar a política pública e dar tempo para orientar o usuário, mas não pode ser prorrogada além do prazo anunciado, sob risco de pressionar contratos de concessão, segundo a advogada e sócia do escritório Queiroz Maluf Reis, Juliana Menezes.

“Se as multas forem suspensas por muito tempo, isso vai começar a pressionar o fluxo de caixa das concessionárias. Seria prudente que não se prorrogasse muito, pensando no ponto de vista das concessionárias, principalmente as concessionárias estaduais”, afirmou à Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

A pressão mencionada pela advogada seria, acima de tudo, financeira: quando as multas ficam suspensas por um período prolongado, a concessionária tende a ficar mais exposta ao não pagamento do pedágio no curto prazo, o que reduz a previsibilidade de receitas e pode provocar um aperto de caixa.

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