quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Dolar Com.
Euro Com.
Libra Com.
Yuan Com.
BE News
  • Editorias
    • Nacional
    • Região Norte
    • Região Nordeste
    • Região Centro-Oeste
    • Região Sudeste
    • Região Sul
    • Internacional
    • Portugal
    • Expediente
  • Últimas Notícias
  • Colunas
    • HUB
    • BE Job
    • Mundo Corporativo
    • tecnologia & inovação
    • Espaço Abtra
    • Estilo BE
    • Vitrine
  • Opiniões
Olá,
Jornal BE News - Edição de Hoje

Nacional

Câmara de Segurança Jurídica da AGU antecipa interpretação da reforma

24 de agosto de 2025 às 10:30
Gabriela Lousada Enviar e-mail para o Autor

Instrumento permite que empresas e governo resolvam dúvidas sobre normas antes de judicialização

A Câmara de Promoção de Segurança Jurídica, ligada à Advocacia-Geral da União (AGU), começa a ganhar protagonismo como instrumento de diálogo entre governo e setor produtivo no momento em que o país se prepara para colocar em prática a reforma tributária. Criada há pouco mais de um ano e meio, a instância já recebeu 122 demandas, sendo 75 tributárias e 47 regulatórias, com tempo médio de resolução de 135 dias. O ritmo é considerado expressivo por empresários que veem nesse espaço a possibilidade de evitar longos litígios.

Secretário-geral de Consultoria da AGU e presidente da Câmara de Promoção de Segurança Jurídica no Ambiente de Negócios, Flávio Roman explica que o colegiado funciona como uma ponte entre o Estado e os agentes econômicos, permitindo o encaminhamento de dúvidas jurídicas abstratas antes que os conflitos ganhem contornos judiciais. A composição reúne órgãos da AGU presentes em todos os ministérios, Banco Central, agências reguladoras e Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, além de representantes de estados, municípios, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Sebrae, Confederação Nacional da Indústria (CNI), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de diversos setores produtivos.

Segundo Roman, a lógica é permitir que questões estruturais com impacto setorial sejam resolvidas de forma coordenada, a partir de pareceres técnicos. “O primeiro intérprete da norma tributária é o contribuinte, mas sua leitura costuma ser cotejada com a do auditor, que parte de uma visão defensiva do interesse fiscal. A Câmara busca uma perspectiva mais imparcial, com base em quem conhece o que de fato prospera ou não na Justiça”, afirma.

O colegiado passou a ser visto com ainda mais interesse após a sessão temática realizada na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em que diferentes segmentos puderam apresentar dúvidas sobre os efeitos da Emenda Constitucional que instituiu o novo modelo tributário. As informações colhidas já subsidiaram o início da elaboração de pareceres que deverão ser divulgados antes mesmo de a reforma entrar em vigor, reduzindo o risco de judicialização em massa.

Na prática, a Câmara opera em duas frentes: o Comitê Tributário, responsável por interpretar mudanças em tributos, regimes especiais e incentivos, e o Comitê Regulatório, voltado a normas setoriais que possam impactar a competitividade ou gerar entraves operacionais. Uma vez aceito o tema, é produzido diagnóstico técnico e construído parecer com orientação para empresas, autarquias e para a própria administração pública.

 

Compartilhe:
TAGS AGU Reforma Tributária Segurança jurídica
Baixe nosso aplicativo!
Disponível no Google Play Disponível na Apple Store
Código de Compliance Política de Privacidade Termos de Uso
BE News
Instagram
Facebook
Linkedin
Youtube
Telegram
© 2025 BE News | O conteúdo do Portal BE News é protegido por lei. Qualquer reprodução (total ou parcial), sem a prévia autorização, é proibida.
Desenvolvido por: Logo Mosten